É bem verdade que a febre separatista no Brasil, arrefeceu. A força da indissolubilidade nacional sempre suplantará as circunstanciais e localizadas animosidades inflamadas do “ado, a ado, cada um no seu quadrado”. Ademais, o peculiar vigor de nossa diversidade cultural é, naturalmente, aglutinador. Mesmo assim, confesso que sempre tive curiosidade em entender a origem da ideologia separatista. Por mais que eu tenha pesquisado, nunca encontrei uma justificativa plausível e convincente, que vá além da utopia.

Meu hobby de viajar tem me permitido conhecer muitos lugares e culturas mundo afora, bem como, a quase totalidade do nosso país, com suas riquezas e mazelas. Apesar de reconhecer nossas agruras de caráter político, econômico e social, não identifiquei nada determinante que justifique dissidências. Pelo contrário. Cada vez mais me convenço de que a raiz da ideologia separatista, está arraigada na consciência exacerbada de “dogmas” que, por sua vez, alimentam o extremismo, o ufanismo, o fundamentalismo e a intolerância.

Mas, na contramão dessa realidade, a força da conexão sempre acaba se sobressaindo. Exemplo disso é o ousado e inédito projeto, Conexão Viva Sul, que estreia nesse domingo (5). Trata-se de um ambiente de largo espectro, apresentado em formato site/webtv, e que visa o fomento, promoção, pesquisa, geração de conteúdo, acompanhamento e difusão de atividades e eventos nos campos da educação, arte, cultura, tecnologia, economia, política, saúde, entre outros. A gênesis desse portal, como bem sustenta seu idealizador, Leif Erickson Lico, é ser, justamente, a antítese da lógica ufano separatista. Ou seja, é uma conexão viva sul de todo o Brasil.

Este canal foi gerado com o propósito de interconectar e compartilhar as identidades sulinas, dialogando e trocando conteúdos nacionalmente, de forma iterativa e democrática. Particularmente, percebo nesse projeto, uma contribuição inteligente no sentido de distensionar o exacerbado estado de polarização truculenta em que se encontra a Nação. Conexão Viva Sul vem para dizer que há mundo sadio e vida inteligente além da bolha político ideológica.