Nossa sociedade da pressa é inimiga mortal da alimentação saudável. O modelo fast food da sociedade moderna supre o corpo do homem mas não o alimenta. Esse processo já inicia-se na infância. Quem alimenta mal, também se alimenta mal. Significa dizer que há uma grande diferença entre comer e se alimentar.

Há que se refletir sobre os seguintes paradoxos: i) quanto mais precisamos correr, menos nos alimentamos com qualidade; ii) somos um povo com abundância de pescados que come picanha; iii) quanto mais comemos menos nos alimentamos. Culturalmente priorizamos o paladar em detrimento do nutriente.

Considerando que o organismo humano é uma máquina complexa e perfeita, qualquer combustível adulterado prejudicará sua funcionalidade, rendimento e durabilidade. O combustível inadequado, aqui entendido como alimento, pode provocar uma série de complicações como: envelhecimento precoce, insônia, ansiedade, distúrbios hormonais, obesidade, depressão, câncer, artrite, anemia, diabetes, hipertensão, e tantas outras.

Uma vida longeva e saudável, requer que desde os primeiros anos de vida, a alimentação seja regida, observando-se as quatro leis da nutrição: Quantidade; Qualidade, Adequação e Harmonia. Diferente do que muitos pensam, a alimentação saudável não precisa ser cara. A receita saudável está ao alcance de todos. Ela se resume em uma porção de informação, acrescentando-se doses de criatividade, inteligência e atitude.
Em essência, os alimentos necessários para o sustento do homem estão plantados. Os industrializados perderam a fórmula da natureza.