Falar da importância da água é chover no molhado. Considerar sua extinção é uma questão de ‘água mole e pedra dura’...Evidentemente, graças a abundância de nosso potencial hídrico, não entraremos pelos canos tão cedo, embora, por ineficiência, não chegamos a usar sequer 1% dessa rica reserva. O nível de conscientização do brasileiro para com esse escasso recurso, equivale a esparsas gotas num árido deserto. Políticas de estado para preservação e sustentabilidade poderiam, figurativamente, se equiparar a uma infindável estiagem.

Note que nem entramos no desafio de torna-la própria para o consumo humano. Se nos reportarmos, entretanto, à gestão pública visionária de coleta, tratamento e distribuição, concernente a realidade brasileira, então seria como se tivéssemos uns minguados oásis. Então, se pretendemos garantir a fonte e qualidade da água que bebemos, a primeira tarefa é não a desperdiçar. Agora, se quisermos falar da importância da energia, temos que considerar que nem tudo que brilha é luz, mas quando há luz, sua importância está na escuridão.

O fato é que precisamos repensar nossa relação com esses dois recursos vitais. Cultural e inconscientemente, damos as costas para eles. Não haverá sentido dispormos de estrutura e tecnologias modernas sem que haja água para coletar e energia para sustentar. Portanto, racionar água e energia, não poderia ser uma sugestão de governo, teria que vir da consciência humana. Repensar nossa relação com esses recursos, implica incorporar hábitos sensatos como:

lavar roupas uma vez por semana; aproveitar a água usada para limpezas; não lavar veículo e calçada com mangueira; consertar vazamentos; tomar banhos curtos; não lavar louças com a torneira aberta; aproveitar a luz do sol durante o dia; usar lâmpadas led; não deixar aparelhos no stand by; não deixar fogão e geladeira próximos, entre tantas outras maneiras. Enfim, entre ‘o apagar das luzes’ e o ‘chove e não molha’, o fato é que nossas ações influenciam tudo e todos. Quem tem consciência cidadã sabe disso