A politização da vacina contra o novo coronavírus, contaminou todas as outras vacinas, dantes nunca questionadas. Considerando que politização é sinônimo de desinformação e, considerando ainda, que grande parcela da população se orienta pelas retóricas populistas, ao invés da ciência, estamos vivendo pra ver a irresponsável descrença nas vacinas, a partir da Covid, sejam elas, Influenza, Febre Amarela, Sarampo, Hepatite, Meningite, Varíola, e tantas outras constantes do calendário vacinal.

Os índices de adesão às campanhas de vacinação estão em gradativo declínio. É óbvio que morrem muito mais pessoas por acidentes, câncer, infarto, AVCs, guerras, fome, e outros motivos. No entanto, não é possível que tantos poderão vir a morrer por simples ignorância. Conheci um desses “gripados” que se negou a tomar vacina, optando pelo auto tratamento. Dizia ele: “eu matarei essa gripezinha a base de chá fervido com boa dose de cachaça, misturada a folha de laranja e açúcar”.

Passadas três semanas, já tendo consumido três garrafadas do pseudo-elixir, ele sussurrou em seu leito de morte: “nunca imaginei morrer de intoxicação etílica”. Tenho dito que, em tempos de polarização irracional, há os que se tornam um pouco médicos, um pouco cientistas, um pouco conselheiros, um pouco curandeiros. Há muitos que se tornam um pouco mestres, um pouco filósofos, um pouco psicólogos. E quase todos se tornam muito políticos.

Provavelmente, todos que lerem este artigo, se encaixarão em um desses personagens. Então eu direi: você pode se encaixar em qualquer um desses, mas não negligencie a vacina. Ou pelo menos não faça isso com seus filhos. Tenho certeza que as vacinas já salvaram milhões de terráqueos, só não sei precisar o número, mas irei pesquisar.