Vulgares

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

quarta-feira, 04:00 - 30/03/2016

Luiz Carlos Prates
Garota, quero fazer uma pergunta a você, mas me responda sem pensar, sem mentir: você é vulgar? Se a resposta for imediata e convicta: não; você, sinto muito, não vai casar nem ter muitas amigas. Bah, vai ficar cada vez mais isolada. Sim, eu sei, outras leitoras me estão perguntando o que entendo por vulgar. Ora bolas, vulgares andam por aí “malvestidas”, de shortinhos, sapatos sem elegância, linguagem de praça de alimentação de shopping, cabelos desses que andam por aí, frequentadoras de baladas, essas coisas. E, é claro, sem leituras, cabeça vazia, os únicos livros que lhes passam pelas mãos, não pelo cérebro, são os livros didáticos... Vulgares da cabeça aos sapatos. Claro que dificilmente vão casar, quem não sabe que esse tipo de mulher é exigente e não acha facilmente um par por aí...? Este assunto me veio à cabeça ao acabar de ver uma foto num dos nossos jornais de Santa Catarina... Uma jovem, bonita, quase pelada, num biquinizinho que nem as índias ao tempo de Cabral ousavam usar... Uma vulgar visível, dizendo que vai ser advogada. Eu imagino o tipo e a qualidade da futura advogada. Isso sem citar uma outra que um dia também vi no jornal, “pelada” na praia dizendo que ia ser juíza... Eu também lhe imagino os futuros julgamentos, imagino... E uma outra, “famosa” de araque, apresentadora de televisão, que exibia na internet semana passada fotos do filho de 2 anos, pobre menino. O guri estava “fantasiado” de machinho, da cabeça aos pés, nada tinha de roupas e pose de guri, criança... Ah, e usava óculos espelhados verdes, enormes. Tem cabimento? O coitado do guri não se podia defender, a mãe estonteada já o está mal encaminhando para a vida futuro, o que se poderá esperar desse menino mais adiante? Mas a mãe... toda se achando, como vive se achando, uma pobre que trabalha “escondida” numa tevê menor... Ah, mas foi modelo, loira, longilínea, pernões enormes, isso e aquilo. Vulgar. É isso, leitora, cuidemos bem de nossas filhas, eduquemo-las para serem Mulheres, não mulherezinhas vulgares, a soltar foguetes por ver suas fotos no jornal, quase nuas, sem pudor nem futuro. Vulgares.

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