Fico imaginando o que não aconteceria com a professora se o fato que ocorreu na Olimpíada tivesse acontecido em sala de aula. Você deve lembrar que num dos tantos dias de Olimpíadas houve uma luta de judô entre um egípcio e um israelita. O egípcio, que eu queria na “minha” delegacia, levou um pau, perdeu a luta. Nessas competições internacionais é ordem o cumprimento entre os atletas no final da partida, seja do que for. Aquele cumprimento de mãos e a seguir o cumprimento com a cabeça. O egípcio, fulo da vida com o pau que levou, não cumprimentou o adversário vencedor, o israelita. O rapaz de Israel, claro, correu para o pódio e não olhou “para trás”... Perfeito. Acabaria tudo por aí, certo? Erradíssimo. O árbitro, sem piscar, mandou o “ignorante” voltar e fazer a saudação obrigatória. O “amassado” voltou e fez, se não o fizesse seria duramente punido, quem sabe para sempre... Agora, imagine uma situação mais ou menos parecida em sala de aula. Um guri derruba uma cadeira e sai da sala, sem olhar para trás, se a cadeira foi derrubada alguém que a erga, costumam pensar os broncos mal-educados, maioria absoluta. Pense nas consequências para uma professora se numa situação dessas ela mandasse o guri voltar e arrumar a cadeira... A professora seria levada para o Conselho Tutelar, seria duramente criticada, seria processada por “assédio moral”, sofreria de tudo, e o pequeno vagabundo seria tido como vítima de violência e preconceitos. Não, é claro, no “meu” colégio, nele o indigesto não apenas colocaria a cadeira no lugar como seria obrigado a varrer toda a sala de aula, só o que faltava, desordeiro. Mas é isso o que acontece no Brasil todos os dias, nas escolas, nas empresas, em todo lugar. Aliás, eu queria levar também para uma salinha especial da “minha” delegacia os ordinários que na Olimpíada só sabem vaiar. Devem ser dos tipos que saíram às ruas batendo panelas contra o governo, sem antes, eles próprios, se olharem no espelho e perguntarem a si mesmos: e eu, não mereço também um panelaço? Respondo por eles: com certeza. E não estou levando em conta se o governo merecia ou não, falo dos paneleiros, dos vaiadores e dos maus elementos de sala de aula e de todos os lugares. Safados. Luzes Tenho o constitucional direito a não acreditar em “pesquisas”, afinal, sou brasileiro e conheço muito bem as “trampas” de todo tipo inventadas por todas as causas. Nenhuma multa até hoje conseguiu “diminuir” os acidentes de trânsito no Brasil, nenhum tipo de punição, aí os caras vêm com a conversa de que houve redução de 36% nos acidentes de trânsito desde que a lei dos faróis acesos durante o dia passou a vigorar. Faz um mês. Ah, arrumem outra! E a indústria por trás disso a vender lâmpadas de faróis? E os que vendem baterias? Não nasci ontem, “espertos”. Falta dizer Acabei de ler, mais uma vez, que se os pais não ensinarem educação financeira para os filhos “lá embaixo”, na primeira infância, nunca mais... Os filhos só vão aprender, mais tarde, nas pancadas da vida, mas aí não é aprendizagem, é sofrimento, depressões...