Insanidades mentais de todo tipo estão em alta no mundo. Parece ser um torvelinho sem pausa. Será? E quando digo insanidades mentais, não estou falando daquelas que ao longo dos séculos foram explicadas como um “curto-circuito” de ordem cerebral, uma doença propriamente dita. O que agora está ocorrendo é uma “insanidade” emocional, de um mundo que perdeu o norte da decência e dos melhores valores humanos.

Acabo de ler sobre a preocupação da Organização Mundial da Saúde e de vários centros de gerontologia dos Estados Unidos diante do fora de controle crescimento da “solidão” - doença mental - entre as pessoas.

Solidão é uma palavra elástica, difícil defini-la sem discussões. O que é solidão? É viver só, sentir-se só? Em princípio sim. Mas... estudos observam que pessoas cercadas por outras, pessoas com pessoas queridas por perto, pelo menos aparentemente, sentem-se sós, vivem em solidão. Já outras, “esquecidas”, vivendo plenamente uma vida solitária, curiosamente, não se sentem sós. Como explicar esses contraditórios pontos de vista?

Antes de tudo, solidão não é estar só. E quando digo isso, lembro de uma frase que encerrava o programa “Quem tem medo da música clássica”, apresentado pelo falecido Arthur da Távola, na TV Cultura/SP. Távola dizia, ao fechar o programa, que “Quem tem vida interior não sente solidão”. Perfeito. E aí entra a grande questão: o que é vida interior?

É sentir bem a pessoa consigo mesma. Ter gostos, paixões, ter uma arte, uma ciência, um passatempo, seja o que for, que lhe faça viver o tempo, vivê-lo com prazer. Todos dizem ter esses gostos, mentira das pessoas. São poucas as apaixonadas por alguma coisa que as ocupe prazerosamente durante os tempos da vida. Poucos.

A maioria precisa sair para comer fora, precisa ir à praia, comprar, dar risadas sobre nadas, beber, consumir ansiolíticos, soníferos, tudo, de tudo, mas... com pretensões de gente boa, saudável. Gente boa, saudável, come em casa, diverte-se em casa, curte quem está por perto, ama por amor, não pede, não cobra, não geme, não chateia. Falei da maioria sem conhecer exceções, e isso dói muito...

Os emburrados da vida, que não se reconhecem assim, precisam sempre de que os estejam “divertindo”, ainda que nada os divirta. Solidão, no caso dessas pessoas, é um aborrecimento de si mesmo. Para reafirmar a vida, fique claro: - “Quem vida interior não sente solidão”.

Lazer

Lazer, sinônimo de entretenimento, diversão, passatempo, não pode ser uma compulsão.  - “Ah, se eu não sair para jantar fora no fim de semana, sou um infeliz, um pobretão, um...”. Quem se sente assim na vida, não devia ter nascido. E que fique claro, o verdadeiro lazer não implica em ter dinheiro no bolso. Não sendo assim, não é lazer, é desequilíbrio mental. Lazer, como se vê, é para bem poucos. Os “casais” sabem bem disso...

Sexo

Manchete – “Educação Sexual é lei nas escolas da Alemanha”. Ah, tudo bem, fisiologia sexual, os homens, as mulheres, a fecundação, isso e “nada mais”, assim, tudo bem. Não como a “companheirada” quer por aqui... Aqui os caras querem discussões de “motel” em sala de aula, negativo. Que os apoiadores da ideia façam isso em suas casas. Entendidos? Acho muito bom.

Falta dizer

Os japoneses andam fazendo por este momento inúmeras feiras de livros pelo país... E pelas estatísticas mundiais, os japoneses são os que mais leem no mundo, 11,4 livros por ano. E nós? Nós, entre os que leem, a média não passa de 2 livros. Não há ideias inatas... Os vadios precisam saber disso.