Se você perguntar a qualquer pessoa se ela é educada, vai ouvir um sonoro sim. Todos se acham educados. Lembrei disso ao ler sobre um curso que é quase lei em grandes empresas americanas. Sabes qual é? Vale um cafezinho se adivinhares. – Na mosca! É esse mesmo, curso de Etiqueta.

E o que é etiqueta? Regras sociais, não mais. Etiqueta na sua extensão maior é educação, educação no sentido comum de bons hábitos.

E os americanos foram sábios em colocar Etiqueta no “currículo” dos funcionários de suas grandes empresas. Então, vamos lá, vamos a um pouco de etiqueta, afinal, passamos as melhores horas do dia, dos melhores anos de nossas vidas, no trabalho. E esse trabalho implica em relações interpessoais, se não houver um mínimo de “etiqueta” nesse convívio, saiamos da frente...

Etiqueta passa por espirrar no trabalho, espirrar perto de colegas, num camarim de televisão, por exemplo. E aí, você tem um lenço para espirrar? Você sai da sala para espirrar? Você protege a boca para espirrar? Como é que faz isso? Sabes o que mais eu tenho visto? Pessoas espirrar como se estivessem no meio do mato.

Etiqueta implica em chegar cumprimentando a moça da recepção, não apenas por ela ter um poder que pouca gente desconfia..., mas por educação, etiqueta mesmo. Há colegas que ou são mal-educados ou são mesmo antipáticos, paciência, façamos a nossa parte, cumprimentemos.

Jogar um papel de qualquer jeito no lixo do banheiro, errar e o papel ficar no chão, não dar a mínima e ir embora – afinal tem quem limpe – é coisa típica de pessoa grosseira, mal-educada. E ao sair do banheiro esquecer de apagar a luz... tudo revela. E sempre há que por perto quem repare nesses “pequenos” deslizes, e esses “pequenos” deslizes formam uma imagem da pessoa.

Andar por aí de modo descuidado, tanto nas roupas quanto nos gestos, em fotos, em tudo, depõe não apenas contra a pessoa, mas também coloca o nome da empresa na ribalta.

Claro, os americanos não são ingênuos, sabem disso de há muito e por isso, de modo discreto, colocaram os cursos de Etiqueta nos corredores de suas melhores empresas. E os clientes, por certo, vão notar isso, como nós notados quando estamos diante de uma pessoa bem-educada. Simples. E direto.

Repetição

Ontem, mais uma vez. Parei numa sinaleira e lá estava um sujeito jogando facas para cima e com elas fazendo um incrível jogo de equilíbrios, um malabarismo de alto risco. Acabada a exibição, o sujeito veio aos motoristas com a mão estendida. Ganhou 10 pilas meus. O cara trabalha, treina muito em casa, ocupa-se, enfim, com alguma coisa. Já o “morador de rua” quando vem me chamando de tio e pedindo ajuda, mando-o, silenciosamente, capinar. Vadio.

Prático

Um sujeito dizia no site de jornalismo UOL que ele não tem sonhos, ele realiza. Prepotência? Não vejo assim. Afinal, todos os nossos sonhos são realidades possíveis, só insanos sonham com os impossíveis. E se o desejo (sonho) é viável, é arregaçar as mangas e torná-lo realidade, ainda que dure uma vida. Será um “sonho” vivido intensamente. O mais é firula de fracassados.

Falta dizer

O general Patton, nome heroico do Exército dos Estados Unidos, -dizia que o bom soldado recebe uma ordem e sai para cumpri-la, não pergunta como fazê-la. Nas empresas também, o bom funcionário não é inseguro ao ponto de fazer tantas perguntas que o chefe decide ele mesmo fazer o trabalho. Mais ou menos o que anda por aí...