Uma história estúpida

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

sábado, 04:00 - 18/06/2016

Luiz Carlos Prates
O livro estava comigo desde 1975, chama-se Grandes Problemas e Grandes Soluções do Vendedor Moderno, um clássico de vendas, americano. Ontem foi para o lixo, agora faço assim, leio, releio, leio de novo e... lixo. Nesse livro, um clássico de vendas, repito, há uma pequena história contada pelo autor que me provou nojo e fúria. Vontade de sair por aí com um cano no nariz dos estúpidos. Ouça a história: - “Uma espingarda de dois canos, calibre 20, que recebi de presente por ocasião do Natal, tornou-me o mais orgulhoso jovem de 13 anos da Geórgia, EUA. Além disso, em minha primeira caçada, consegui, por um capricho da sorte, acertar no único pássaro em que atirei”... “... A segunda caçada teve uma história diferente. Meu companheiro era um juiz idoso, amigo de meu pai. (...) Encontramos muitos pássaros e o juiz derrubava um ou dois em cada revoada. Eu, no entanto, não conseguia acertar num... Houve um momento em que Doc, o velho cão de caça, descobriu uma codorna numa moita de palmitos. Ele estancou a longa cauda muito rígida. Algo, em mim, deixou-me paralisado, pois sabia que estava enfrentando outro fracasso”. “Dessa vez, porém, ao invés de fazer-me sinal para avançar, o juiz pousou cuidadosamente sua espingarda no chão. – “Sentemos um pouco” – sugeriu amigavelmente. (...) Disse, depois, com vagar: “Seu pai contou-me que você acertou, outro dia, na primeira codorna em que atirou”. “Sim, senhor, e penso que foi pura sorte” – falei desanimadamente. – “Talvez”– observou o juiz. – “Isso porém, não tem importância. Lembra-se exatamente de como aconteceu? (...) Sacudi a cabeça afirmativamente, porque era verdade. Podia lembrar-me de todos os detalhes. (...) “Pois bem. Fique sentado aí, agora, e procure reviver na imaginação, por duas vezes, aquele tiro. Depois vá até ali e atire naquele pássaro. (...) Pense na boa pontaria que fez outro dia, e não se deixe embaraçar. (...)” O pássaro alçou voo. Ergui a espingarda suave e firmemente. (...) Poucos segundos depois, Doc estava a meus pés oferecendo-me a ave... Eu desejava continuar a caçada, mas o juiz descarregou a espingarda dele. “Basta por hoje, rapaz” – disse. “Você esteve concentrado no fracasso a tarde toda. Quero deixá-lo contemplando a imagem do sucesso”. Em resumo, essa a história. E aí, leitora, queres estupidez maior? Um infeliz falando em sucesso de um abobado que dá tiros em pássaros indefesos e que estão quietinhos na deles lá no meio do mato... Quantos casos parecidos você conhece? Mas, graças a Deus, sabes qual é o futuro dessa gente? As labaredas do inferno. Preconceitos Pode parecer piada... Hoje, para o que quer que você diga não falta um abobado para dizer que é preconceito. A continuar assim, não vai faltar quem por estes dias decida mover uma ação penal contra o espelho. Razão? Vão dizer que o espelho está mentindo sobre a pessoa... Não é mentira não, é pura verdade, o espelho não mente, querida... Falta dizer O novo governo “tinha” determinado que na Empresa Brasileira de Comunicação, seja qual for o gênero, a pessoa é para ser chamada de Presidente, não de Presidenta, no caso de mulher. Os impotentes foram obrigados a voltar atrás, mulher é presidenta sim. Machinhos borrados!
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