Sim, é isso, vou falar de uma carta de arrepiar, pelo menos a mim arrepiou, mas... Fiquei pensando, será? Antes de contar dessa carta, deixe-me relembrar que faz muitos anos que vendedores americanos de seguros de vida descobriram um filão para vender apólices a homens turrões: o ciúme pós-morte. O quê? Já explico. Os vendedores de seguros de vida nos Estados Unidos tinham muita dificuldade de vender suas apólices. Os homens, especialmente, não gostavam de comprar seguros de vida, ficava-lhes na cabeça a ideia de que iam morrer, não, isso não. E não compravam. Até que um vendedor, espertíssimo, descobriu um meio de vender seguros de vida aos homens turrões. O que fez esse vendedor? Ele dizia aos seus possíveis clientes que se eles não deixassem um bom seguro de vida às suas mulheres elas teriam que casar de novo. Isto é, a viúva ia buscar um novo marido. – Ah, isso não, nunca!, pensavam os homens. O segredo do vendedor estava em provocar ciúme pós-morte nos homens casados. E eles caíam como patinhos, compravam o seguro para que suas mulheres, depois da partida deles, ficassem viúvas pelo resto da vida... Hummmm. A carta que acabo de ler fez-me pensar nessa história dos vendedores americanos de seguros de vida. Uma americana de nome Amy... 51 anos, bonitona, morreu faz alguns dias. Contraiu doença braba, lutou, lutou mas foi vencida. Amy era casada há 26 anos, tinha dois filhos crescidos, amava muito ao marido e antes de morrer escreveu uma carta e a mandou para o maior jornal do Estados Unidos, o The New York Times. Nessa carta, Amy “oferecia”, após a morte dela, o marido. Descrevia o marido como um homem lindo, inteligente, educado, um cavalheiro, um sujeito que não merecia ficar sozinho na vida, que merecia uma bela mulher... E dava os dados todos do marido e onde ele poderia ser encontrado após a morte dela, que foi logo depois. Fiquei pensando nos vendedores de seguros de vida. Será que Amy não sentia ciúmes pós-morte? Claro que sim, aposto. Mas para não sofrer, ela criou no seu inconsciente esse “desapego” estranho e magnífico. Mas aposto que ela não gostaria de “lá de cima” saber que o marido tinha – depois dela – uma bela mulher a seu lado. Amy, querida, por que tu mentiste? Está bem, te entendo, para não sofreres mais ao saber, lá em cima, que o teu marido estava muito bem aqui embaixo, não é mesmo? Mas me arrepiei com a tua carta, querida Amy... Elas Vou me repetir... Nesses “ajuntamentos” de hoje, que substituem vergonhosamente os casamentos, só elas perdem. Só elas. Mas elas fingem que não, dizem que não. Estão loucas para casar mas fingem, esperando vencer os babacões no cansaço. Coitadas, no fim tenho pena delas. E os pais delas? Quem? Falta dizer Uma apresentadora de TV apresenta um programa noturno, grande audiência, mas... Ela disse que a produção do programa tem que trabalhar a linguagem dos conteúdos como se fossem para crianças de 7 anos. É o povo brasileiro. Oche!