Todos nós temos o nosso ponto fraco no organismo, no corpo físico. Esse ponto fraco, frágil, é o comumente chamado de nosso “Calcanhar de Aquiles”. Aquiles, você sabe, foi um guerreiro grego que ao nascer foi levado pela mãe, Tétis, para ser mergulhado nas águas do rio Estige. Com esse mergulho, Aquiles ficaria invulnerável nas guerras, mas... Tétis segurou o bebê pelo calcanhar, aonde a água não chegou... E aquele ponto, o calcanhar, ficou sendo o ponto fraco de Aquiles, que um dia morreu de uma flechada nesse calcanhar...

Nós todos somos “Aquiles”, temos o nosso calcanhar, nosso ponto frágil. E o que quero dizer é que o nosso “calcanhar” é a cabeça. Todas as nossas moléstias na vida começam pela cabeça. E elas têm início na primeiríssima infância, ou mesmo ainda no ventre materno. Captamos tudo “lá dentro” do que vem do mundo externo. Uma criança já nasce predestinada, pelos genes e pelo emocional da mãe... Preocupações, medos, culpas, remorsos, iras, estresse e inquietações de todo tipo produzem desarranjos hormonais em nossos corpos e esses desarranjos, hormônios em dose indevida,levam-nos às moléstias. Não há como escapar.

O que podemos fazer é mudar o modo como vemos o mundo e, daí, mudar o modo de perceber os estímulos e a eles reagir. Mas isso é muito difícil, quase impossível. Quando mudamos, mudamos da boca para fora, você bem sabe disso. Há quanto tempo você vem tentando mudar algumas coisas no seu comportamento, hein? Há quanto tempo? E conseguiu? Respondo por você, respondendo por  mim: não, não conseguiu. Nem eu.

Nosso calcanhar de Aquiles são “calcanhares”, um rosário de erros perceptivos. Mas que fique claro, esses erros perceptivos, que nos levam às ações ruins, respondem por nossas moléstias. Nosso calcanhar de Aquiles está dentro de nossa cabeça. São vários “calcanhares”. O diacho e paradoxal é que não há nada mais fácil na vida que deixar passar, não dar trela ou bola a muitos dos estímulos que nos chegam aos sentidos.

A questão é não dar essa bola... Damos e nos repetimos nelas. E sabemos que nos danamos e somos estúpidos, sabemos, ah, se sabemos. O dolorido dessa história é sabermos do nosso Calcanhar de Aquiles e mesmo assim sermos “flechados” por nós mesmos.