Uma frase, uma frase qualquer, perdida ao meio de outras frases, pode nos fazer largar tudo e procurar uma janela... Abrir a janela e pensar sobre tudo e sobre nada. Vou abrir essa janela e explicar.

Há pouco, estava lendo o livro O Poder da Vida, da Zíbia Gaspareto, um livro espírita. Um livro que responde questões propostas por pessoas de todo tipo e a viver momentos bem difíceis. Pessoas buscando um amparo, um ombro, uma luz. Lá pelas tantas, ao meio de muitos conselhos, apareceu a frase “a vida como ela é”. Essa frase tanto pode ser um consolo diante das nossas aflições quanto um desafio.

O que significa a vida como ela é? Só tenho duas propostas para essa frase. A primeira é que todos temos um prazo de validade, ninguém sabe desse prazo e esse prazo nos tira o bom sono da vida. Sabemos que prazo de validade se confunde com o último suspiro... Fora disso, o que pode significar a vida como ela é?

Temos muitos poderes, mas ficamos, mais das vezes, sem agir, a esperar que a graça nos caia aos pés ou no colo, sem que façamos nada para recebê-la ou merecê-la, o que é refinada estultícia.

Já falei aqui, dia destes, sobre a velha prece hindu, aquela que nos lembra de poder e dever lutar pelo que podemos mudar, a aceitação do que não podemos evitar ou mudar, e a sabedoria para distinguir uma coisa da outra... Aí estará a sabedoria. A vida como ela é... O que é a vida? Uma incerteza absoluta. Mesmo vivendo dentro dos melhores ditames da decência, da ordem e da espiritualidade pessoas são empurradas, inesperadamente, pela tal vida... –

“Ah, mas a pessoa não tinha feito nada de errado”! Paciência, é a vida, a vida como ela é. E outra pessoa, obtusa, falsa, desleal parece não sofrer castigos da vida e a viver alisando a barriga dos prazeres. É a vida como ela é? E não há um “tribunal” Superior a dar a cada um segundo suas obras? Dizem que sim, dizem que não. E como me comporto diante desse sim e desse não? Dando de ombros e vivendo. Vivendo a vida como ela é: incerta, vazia ou plena, amorosa e mãe permanente da esperança. A esperança de que a vida não seja, para nós, como ela é...

 

Brinquedo

Por que razão um baita marmanjo vai querer ter uma arma “de brinquedo” igual, igualzinha a uma pistola de verdade? Isso tem que ser levado à responsabilidade dos pais. Tudo o que de errado resultar desse “brinquedo” tem que ser levado às severas responsabilidades e punições. Só o que faltava! Certo? Acho muito bom!

 

Falta Dizer

Andamos discutindo reforma da Previdência, mas ninguém discute reforma de caráter, de pessoas que precisam mudar seu jeito de ser para poder ter uma velhice, uma aposentadoria decente. Não poupam, gastam em lazeres estúpidos e depois, na velhice, querem comida, cama e roupa lavada. “Reformem-se”, mandriões!