Tenho um ex-colega (espero que ele não me esteja ouvindo...) que não admite ter um carro mais barato que o dos outros colegas. O dele tem que ser o “melhor”. Tudo bem.

O sentimento que tenho sobre ele é de pena, como de resto, pena por todos os que pensam e agem como ele. Cometem um formidável equívoco.

Vamos lá. Uma das mais imediatas fontes de infelicidade humana é a comparação. A comparação nos derruba, nos inquieta, afinal, se estamos na frente é preciso muito empenho para não ser ultrapassado.

Mas que fique claro, as comparações não são ruins num sentido absoluto. Vêm das comparações as nossas reações diante das nossas apatias.

A comparação, não raro, nos faz pensar sobre nossas potencialidades, afinal, se ele ou eles podem, por que eu não posso?

Fora disso, as comparações são desastrosas, sempre vai haver alguém à nossa frente, seja no que for. E se for sobre algo que nos faz bater mais forte o coração, pronto, lá estaremos nós na fila dos frustrados.

Agora, que fique claro, certas comparações são indispensáveis para que cresçamos na vida. Se não encontrarmos alguém que nos faça calar a boca pela nossa ignorância, provavelmente vamos continuar no túnel escuro dessa ignorância.

Uma comparação saudável pode nos tirar, costuma tirar, da sonolência em que vivemos boa parte da vida. São poucos os insones do saudável sucesso.

Ter um pai honesto, trabalhador, respeitoso faz bem à saúde de nossa vida. Ter uma mãe guerreira, forte, heroica e retumbante, que não baixa cabeça para marido, que cresce e se fortalece todos os dias, bah, essa mãe vai instruir e apontar para as filhas o caminho da verdadeira mulher “empoderada”, para usar do termo nauseabundo.

Se nos compararmos para crescer, não por inveja, vamos crescer e nesse caso quem nos inspirou na comparação foi alguém decente. No mais, precisamos de muito pouco para a felicidade, grosso modo, de nada precisamos, senão de consciência.

Os poderes do maior ricaço da terra serão deixados num banco, e os poderes que ele tem no banco, aposto todos os dedos, ele não tem minimamente na vida.

E de que vale nos compararmos a esse tipo de gente? Aliás, me admira que os beatos de aparência digam admirar Jesus, mas vivem como os hipócritas do templo...

Tristeza

Mais que tristeza, lágrimas. O Brasil não tem saída.

Diz o Instituto Pró-Livro que 44% da população não lê, e que 50% nunca comprou um livro. Entre os que leem, diz o Instituto, leem quatro livros por ano.

Bah, mas não mesmo, se os que leem lessem quatro livros por ano estaríamos lá em cima no mapa mundial. Sem leituras, ideias, exemplos e bons estímulos, vamos continuar reagindo como toscos. Mas, cada um é livre para escolher a sua prisão...

Brasil

Seja pela quarentena, ou qualquer razão, multiplicam-se as “lives” na Internet. E o que se vê e se ouve? Sertanejos, pagodeiros e funqueiros.

Horror, essa é a arte do Brasil, mas faz sentido, um povo que não lê nada pode ter de melhor na cabeça senão lixo... Qual é a próxima “live” mesmo?

Falta dizer

Li há pouco um empresário dizendo que um grande problema das empresas é a falta de talentos, mas o que ele não diz é que talento todos temos, para uma coisa ou outra.

Ocorre que a maioria quer cargos e salários para os quais não têm competência. Em outras áreas, descoberto o talento, o sujeito seria um “ás”. Mas é a tal coisa, na sociedade das aparências o que vale são as aparências. Ardam!

 

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