Dizem que uma mentira muito repetida virá verdade. Não é verdade. Uma mentira nunca será uma verdade. As palavras são todas flexíveis, polissêmicas... E dessa flexibilidade, erros se misturam a acertos.

Um exemplo? Vou dar um exemplo com um fato que aconteceu por dia destes em São Paulo envolvendo uma cantora dita “sertaneja”, que de sertaneja nada tem, bah, figura do asfalto vulgar.

O exemplo de polissemia que hoje se usa sem choques é a palavra “amantes”. Amantes tanto pode ser um substantivo a definir pessoas que se amam como também adjetivo a apontar duas pessoas, homem e mulher, que se juntaram fora do casamento.

Antigamente esse tipo de junção promíscua era duramente criticado pela sociedade: - Ah, eles não são casados, são amantes, vivem ajuntados!

Hoje os tais “ajuntados” andam por aí em todas as famílias e tudo bem, ninguém vê erro. Um desvio legal que a lei dos costumes passou a tolerá-lo.

Tudo o que disse se vai assentar sobre um caso de dia destes num condomínio paulistano. Um “casal”, na verdade se dizem namorados, mas que vivem juntos, o que configura promiscuidade (desde quando namorados dormem na mesma cama?) combinaram de fazer ginástica lá embaixo na pracinha do condomínio.

Ele desceu primeiro, ela desceu depois. Quando ela chegou à pracinha, o cara fechou a cara, a “namorada” tinha vestido um shortinho daqueles de filmes da madrugada em motéis... Ele estrilou, fez frases fortes. Vamos fazer um ponto.

Ela agiu certo? Para os padrões da decência, do autorrespeito, não. Para a liberdade dela sim. A mulher deve fazer o que bem entende com suas roupas e comportamentos. Mas fique bem claro, uma coisa é liberdade, outra é boa compostura.

E digo isso, leitora, porque tenho lido incontáveis surras que mulheres têm levado de seus amásios ou maridos em razão do “confinamento” eventual, todos em casa.

As crianças incomodam e a mulher, a mãe, quem tem que dar um jeito, os vagabundos só reclamam, dormem ou veem jogos antigos na tevê. Que falta de laço. Ou as mulheres reagem na hora, ou vão continuar submissas, como é o que acontece com a maioria. Sobrada maioria.

Os vagabundos saem dirigindo carros sem camisa, por exemplo, e elas nada dizem. Na minha delegacia eles iam tirar o resto da roupa, iam sentir muito “calor”...

Estranho

Estranho, mas não para mim. Dia destes, uma discussão, caseira. Onde mora o Papa? Em Roma, capital italiana. Qual o país mais católico do mundo? Itália. Onde, aparentemente, há mais missas e orações? Itália.

E onde o vírus chinês fez pousada e dizimou milhares de crentes? Parece então que a coisa não é bem como pregam e dizem os “crentes”... Não é. O que pode explicar o paradoxo? O nada...

Academias

Combater o sedentarismo? Sempre. Ficar sentado o dia todo? Nunca.

Todavia, os americanos (sempre eles) já descobriram há décadas que os contumazes de academias, os que dizem buscar saúde, mas que, na verdade, querem bustos, traseiros e músculos, não têm saúde acima da média e morrem mais cedo.

Contra os números não há argumentos, mas vá dizer isso aos cabeças de vento que vivem se olhando ao espelho...

Falta dizer

Acabou o respeito pela saúde, os Estados estão todos afrouxando os laços do isolamento social, preponderou (quem não sabia?) a leviandade.

– Ah, o pior já passou, dizem os estúpidos. Já os bem informados sabem que o pior está por chegar, em maio. Ah, compadres, pelo dinheiro vende-se a alma ao diabo. Esperem para ver.

 

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