Se você não for boa atriz, leitora, babaus, vai se dar mal na vida. E não adianta nome de família, diploma na parede, dinheiro no banco, o que for, vai se dar mal na vida. É preciso ser “atriz”, boa atriz. Agora ficou mais claro, não é mesmo? Coloquei aspas na palavra atriz.

Claro que falo num sentido figurado, ser boa atriz significa interpretar bem os papéis dos diversos momentos da vida. E ao dizer atriz, é evidente, o leitor é pessoa inteligente, sacou que ele também precisa ser bom ator. Esta conversa não me chega sem uma razão.

Aliás, nada há na vida que não seja consequência de um antecedente. O diacho é chegar à causa primeira de tudo. Não havendo o que dizer, os paspalhos inventaram divindades, “seres” todo-poderosos. Coitados. Mas como disse, não venho sem razão.

É que ontem lembrei-me de uma jovem mulher que me procurou depois de um treinamento de vendas que fiz para uma empresa de Joinville.

Durante o treinamento, enfatizei a importância da pontualidade, do vestir-se com cuidados, do conhecer bem os produtos oferecidos, de estudar as diferentes psicologias entre homens e mulheres, de conhecer os clientes, de jogar o funcionário, enfim, o jogo da empresa.

Ah, é claro, da importância de fazer bom teatro no balcão, no caso das balconistas. Sempre um sorriso, sempre uma palavra de simpatia, sempre “feliz”, enfim... Num intervalo do treinamento, uma jovem mulher, balconista, me procurou.

– “Prates, estou gostando de te ouvir, coisas interessantes, mas essa tua história de estar sempre sorrindo, feliz atrás do balcão é difícil, Prates. Eu moro longe, tenho que pegar ônibus, ganho muito pouco e tu queres que eu esteja sempre sorridente”?

Em resumo, o que ela me disse. Depois do intervalo, ao recomeçar o treinamento, falei dessa conversa, óbvio, omitindo o nome da moça. Deixei bem claro que será muito infeliz na vida quem não souber fazer “teatro”, isto é, disfarçar suas mágoas, suas frustrações em certos momentos.

É preciso sorrir em momentos de chorar. É preciso engolir sapos em muitas situações de vomitar, quem não fizer isso, esse “teatro”, será uma pessoa crua, insensível à necessidade de entender os outros mesmo em momentos cruéis à nossa vida.

No casamento, então, nem se fala. Bons atores fazem bons casamentos. De vilões sem máscaras andamos até aqui, não é mesmo, Brasília?

Máscaras

Os gregos antigos usavam máscaras (personas) no teatro, daí veio a palavra personalidade. Nossa personalidade, o que os outros veem em nós, não é o que somos, estamos todos de máscaras, mentindo.

E será uma pessoa muito infeliz na vida quem não usar a máscara dos despistes. Sem a “máscara”, somos todos insuportáveis, a começar pelo modo de falar. Todo cuidado é pouco. A verdade sem “máscara” pode matar...

Elas

Tudo bem, Outubro Rosa para prevenir o câncer de mama, mas... Elas têm que ter outros cuidados. Exemplos? Exigir “sempre” camisinha, mesmo do marido.

Não destruir a saúde com pílulas anticoncepcionais, só elas se ferram com isso. E eles? Não querem camisinha e elas que se danem com as pílulas. Acordem, mulheres, deixem de ser otárias.

Falta dizer

Ela é jovem, “famosa”, mas anda abatida pelas decepções amorosas, os machinhos que andam por aí, bah...

E numa entrevista, a moça disse que – “Eu quero alguém para tomar um vinho comigo, ir ao cinema, jogar conversa fora com prazer...”.

Ela descobriu o “segredo”. E agora busca um companheiro, um parceiro. E aí está o casamento de verdade, dois companheiros. O mais é engano.

 

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