Coisa cansativa é a repetição. Claro, os mais lúcidos sabem que a repetição é a mãe do aprendizado. Ninguém vai aprender a falar um idioma sem esforços repetidos, por mágica, vai precisar de muito “ensaio”, de muita repetição. Dito isto, apertei o botão da desculpa para repetir sobre algo cansativo. O diacho é que há quem acredite em “milagres” sem esforços pessoais.

Aliás, digo isso e me lembro de alguns anúncios publicitários que andam por aí prometendo inglês fluente em dois ou três meses. Baita charlatanice para enganar desavisados e preguiçosos. Nem o neto do Trump aprende inglês em dois ou três meses... Desculpe-me, estou indo longe e ainda não disse da minha repetição de hoje. É que acabei de ouvir um palestrante americano dando dicas sobre como ser bem-sucedido na vida. Fiquei de antenas ligadas, afinal, quem é que não sabe que ninguém nos pode ensinar a como ser bem-sucedidos senão passando-nos algumas dicas sem profundidade? Desejos e roteiros precisam estar dentro de nós, mas...

Vamos lá. O americano dizia, em resumo, que precisamos nos comprometer com a excelência. Sim, mas objetivamente o que é excelência? É pensar e decidir fazer o de melhor que podemos fazer, sem cansaços nem desculpas. Simples como o sol nascente. O diacho, no entanto, é que muitos querem pegar o elevador para a excelência, para o sucesso na vida. Sacrossanto Maná dos altares, quantas vezes vamos precisar repetir essa obviedade? Todos nós, e aqui está a essência de tudo, todos nós temos um potencial, uma capacidade de vir a ser enorme.

Então, o primeiro passo é admitir essa verdade, porém... Olhos abertos, a nossa potencialidade pode ser para algo não muito valorizado, ou nada valorizado pelos que nos andam por perto. Que se lixem! Que cuidem deles, trouxas! Em resumo, buscar a excelência é chegar ao ambiente de trabalho, ou a iniciar o trabalho, seja onde for, com a gana de fazer o melhor. Não melhor que outros, melhor que nós mesmos de ontem para hoje. É bater o martelo da obstinação. Posso ser melhor? Posso. Até que ponto? Até o infinito do desconhecido. O que nos atola na vida é a acomodação. Conheço idiotas que dizem: – Ah, eu faço isso há 20 anos, não tenho mais o que aprender! Na minha empresa tens: varrer o olho da rua!

REPETIÇÃO

Hoje, bebi dose dupla de repetição. Lá vai. Psicólogos americanos dizem que há duas formas de saber com quem lidamos antes de fazer um negócio: jantar ou almoçar, conversar muito com a pessoa durante um ano; e a outra forma é visitar por alguns minutos o quarto onde a pessoa dorme. É tiro e queda. Conheço gente metida, cabeça falsamente erguida, cujo quarto de dormir é de sair correndo pelos “indícios” reveladores... Ficar atentos, e muito antes de casar...

VISITAS

Lições que costumamos esquecer. Todos nós somos visitas em casa alheia, ou recebemos visitas como anfitriões. Mesmo parentes, se não forem muito chegados, são visitas. E visitas não podem, não devem passar do horário. Do horário do “semancol”, do pegar a bolsa, levantar da cadeira e começar os cumprimentos de saída. Fora disso, é provocar bocejos escondidos de parte dos anfitriões. Argh!

FALTA DIZER

Sem boa memória não existimos. Nossa memória é nossa identidade e nossa vida... E seguido ouço pessoas dizendo que andam sem memória, se esquecendo de tudo, que talvez estejam trabalhando demais, isso e aquilo... Todavia, é muito interessante, essas pessoas nunca esquecem o dia do pagamento na empresa ou da aposentadoria no banco. Estranho..