O medo sempre fez parte da condição humana, vai continuar a fazer. E, sabemos, sem medo não vivemos mais que alguns poucos minutos. Há os bons medos e os maus, quem não os souber separar na peneira da vida, babaus, vai se dar mal, vai dar com os burros n’água...

Acabei de ler uma declaração de um diretor do Tinder, o famoso aplicativo dos encontros. E aqui já estou entrando na rodovia perigosa, a dos encontros virtuais.

O tal diretor, falando da crise mundial por que passamos, disse que o faturamento, entre os que pagam pelo Tinder, caiu muito e que isso afeta especialmente os jovens que começam a chegar aos 18 anos.

Ele disse que esses jovens dão tanta importância à vida digital quanto à social. Custo a acreditar no que ouço, mas não duvido um centímetro. Sabes por que, leitora? Porque a juventude que anda por aí se arrasta de medos, medos de todo tipo, falta de coragem para olhar uma garota nos olhos e dizer a ela alguma coisa que tenha sentido, que valha a pena.

Cabeças vazias. – “Ah, mas não é o caso do meu filho, Prates, ele já está na universidade desde os 17 anos”! E daí, senhora? Diploma não encurta orelha nem dá significado à vida de quem já não tem dentro si o significado de uma vida corajosa, objetiva e moralmente saudável.

É o caso da maioria que anda por aí. E outra coisa, que conversa é essa de encontrar amor por vias digitais? Isso é coisa de gente bronca, sem valor, sem autoestima.

– “Ah, agora estás me ofendendo, Prates”! Paciência, a verdade é um remédio que temos que tomar de um gole só, é remédio amargo, mas... Como costumo dizer, repetindo Machado de Assis, a verdade é remédio amargo mas é o único que nos confere saúde moral.

Outra coisa falada pelo representante do Tinder é que a cada dia que passa mais a sociedade assume o distanciamento social, nada a ver com o vírus, mas com a obtusidade das pessoas, digo eu, seus medos de se expor, sabem que valem pouco, não se garantem e o melhor, então, é conhecer alguém por via digital e que seja pessoa parecida.

Sacrossanto, a que ponto chegamos! Não tenho dúvida, ouço logo ali as trombetas do juízo final, os últimos dias de Pompeia. Socorro, Tinder!

Tempo

Qual a razão dos divórcios? Desacertos. Ninguém se separa de quem é sua outra metade, que fique claro.

Agora, pensemos: se conhecendo pessoalmente alguém, namorando essa pessoa por vários e vários meses, depois noivando e mais tarde casando, mesmo de muitos anos lado a lado ainda não conheceremos o nosso par.

Agora imagine “conhecendo” por aplicativos de encontros, onde todos mentem... É o que muitos fazem. São modernos, espertos? Vão se arrepender.

Máscaras

Espero que a brasileirada crie vergonha e nunca mais venham a oferecer self-service – bufê – em hotéis e restaurantes sem que “todos” estejam de máscaras. Nada mais sujo que esses bufês.

O sujeito para diante dos pratos, funga, tosse, bafeja, olha e fica jogando invisíveis sujeiras sobre a comida coletiva. Ou máscaras ou fechamento das “sujeiras”.

O vírus pelo menos educou. Quem se rebelar, polícia...

Falta dizer

Na série “Templos da Índia”, no canal 130, foi mostrado um templo onde é feita na entrada a exortação: - “Deixe suas preocupações do lado de fora”.

Os caras estão brincando, as pessoas vão a templos, a igrejas, exatamente porque têm preocupações, problemas, deixá-los lá fora como? Eu ia entrar. Recuei...

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram Jaraguá do Sul