Não tenho dúvidas, no dia em que inventarem uma máquina de ler pensamentos, serei o primeiro a se jogar da ponte. Bah! E no dia em que inventarem uma vassoura que possa varrer o passado, estarei na fila, quero duas...

Neste caso da vassoura, leitora, o que me traz ao assunto é ter acabado de ler um “psicoterapeuta”, formado em não sei no que, fazendo alardes de uma tal Psicologia Positiva.

Isso não existe, a psicologia nada tem de positiva, ela tem de realista. E quando alguém nos diz das nossas verdades, costumamos não gostar, ainda que possam parecer positivas. Como é que alguém sem eira nem beira se anuncia como terapeuta psicológico sem o diploma da Psicologia?

Os piratas estão soltos, os ignorantes dão-lhes espadas... Mas vamos ao que importa.

O marginal psicoterapeuta diz que o passado não interfere no futuro. Baita asneira. Nós somos, por inteiros, o nosso passado, pensamos e agimos em razão dele. E nosso futuro só escapa das sentenças condenatórias do passado por meio de tragédias, os inevitáveis e os imprevistos.

No mais, somos visceralmente nosso passado. Não foi de graça que Freud cunhou como alicerce de investigações sobre nossas vidas o consagrado “período de molde”, nossa infância do nascimento até aos cinco anos, por aí.

Nesse tempo são fundadas as bases da nossa personalidade, e nunca mais serão mudadas. O que mais vamos poder fazer é ter consciência disso, de onde nos vieram nossos modos torpes de ser e nossos medos viscerais.

Sabendo disso é possível uma vida mais consciente, mas jamais livre dos valores e medos que os velhos (os que nos cercaram e educaram) nos impuseram na infância.

Ninguém, imagino, quer varrer de sua vida as agradáveis lembranças, não são essas as que nos incomodam e atropelam a vida. São os medos, as mágoas, as rasteiras que levamos, nossos erros, enfim. Varrer esse passado é impossível, eu bem que gostaria.

Refinada estultícia dizer que o passado não interfere no futuro. Para o bem e para o mal, somos nosso passado. O passado só é esquecido por certos doentes mentais, os que tiveram a memória abalada. Só assim.

Nossa danação é a memória, mais das vezes pelos nossos piores momentos, mas é também nossa grande impulsionadora para as melhores conquistas. Aceitemos nosso passado, lutando agora para não repetir os piores momentos. No mais, é nossa identidade.

Ela

Ela é quase uma criança, até “ontem” fazia novelas infantis, mas... Os tempos hoje são outros. Menininhas “têm” que virar mulher rapidamente...

Diz a manchete sobre a tal menininha: - “Fulana dorme com o namorado num quarto cheio de bonecas”.

Dorme com o namorado? Como é que namorados dormem juntos? Como? Que falta de respeito e pudor é esse? E os pais da “criança” o que dizem? Ah, são modernos!

Eles

As vacinas que vão chegar ao povo desatento precisam de atenção popular. Quem primeiro tem que se vacinar, com a vacina experimental que vão lançar, são os médicos, os diretores de hospitais, os donos de planos de saúde e todos “os de Brasília”.

Só depois, pelos resultados da vacina, é que ela seja dada ao povo. Fora disso é safadeza “experimental”. Que experimentem neles...

Falta dizer

Deboches de todo tipo, falta de respeito, gente tosca se agarrando, se juntando, elevando o som, se atirando, enfim, nos braços de todas as doenças, não apenas do vírus chinês. Foram os últimos dias no Brasil. Mas o que esperar de um povo sem nada na cabeça? Vão se ferrar. Coisa bem feita!

 

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