Essa história de amar e não esperar amor de volta é conversa de idiotas. Quem ama quer ser amado, ora bolas. Aliás, o amor, como de resto tudo no Universo, é parte da bipolaridade que nos envolve. Quem não sabe que o preto só existe em razão do branco, o alto do baixo, a luz da sombra, o bom do mau, o certo do errado, o triste do alegre, tudo, absolutamente tudo na vida é bipolar, complementar. E digo isso, leitora, um pouco irritado. Acabei de ler num canto de página de revista que – “Expresse seus sentimentos com honestidade e transparência, pois isso motivará as pessoas com as quais se relaciona a fazer o mesmo...”. Não é o que mais acontece. E já não falo só do amor, onde muitas vezes nos debulhamos em mesuras, atenções, beijos e suspiros e “o outro lado” finge não ver, e quando cobramos, ouvimos - Ah, eu sou assim mesmo!... Assim mesmo, uma ova. Quem ouve que é amado tem que dizer que também ama. E assim com tudo. No trabalho, nossa dedicação, engajamento e boa vontade têm que ser vistos por alguém – alguém “acima” – e responder com reconhecimentos. O silêncio cansa, ah, vão ser toscos assim lá na... Reconhecer, agradecer, devolver... Os verbos da pessoa sensível, educada, mas, por favor, aonde andam essas pessoas? Parece que só alguns têm o compromisso de amar, de ser honestos, dedicados, respeitosos, tudo, enfim. Negativo, o negócio é mesma moeda, mesma moeda ou cair fora, procurarmos por “nossa turma”. No caso do amor, tem aquela história dos três tipos básicos de personalidade: o visual, o auditivo e o cinestésico. O tipo auditivo só se realiza ouvindo, se você não passar o dia inteiro dizendo que ama, ama, e ama... a pessoa se vê frustrada, ela não acredita em nada senão em palavras. E assim, parecido, o tipo visual. Para esse tipo você precisa fazer coisas, dar presentes, materializar os sentimentos. Um anel, uma gravata, algo assim, deixa feliz os do tipo visual. O “amor” para esses tem que ser visto... E o cinestésico tem que ser abraçado, beijado, apalpado o tempo todo, não sendo assim, “Ah, você não me ama, não me demonstra amor”. Um porre, essas pessoas. E nós somos um pouco de cada tipo, um deles, todavia, prepondera. Encurtando a conversa, tudo o que fazemos de bom para alguém tem-nos que ser devolvido em iguais gentilezas, caso contrário, ah, por favor, vamos cantar em outra freguesia. Era só o que faltava, amar e não ser amado, fazer e não receber... Casamento Desculpe a linguagem, mas... baita burrice uma mulher casar-se antes dos 30 anos hoje em dia. Ela ainda não “brincou” na vida como deve... Quem diz isso são pesquisadores da Universidade de Utah, EUA. Descobriram isso só agora, seus tansos? Falta dizer Os divórcios estão em alta em todo o mundo. Razões? Acabou o tabu de ser divorciada, a vida está muito fácil para “se divertir”, eles e elas estão muito chatos, infantis, e, mais que tudo, há sobra de “ofertas” de corações e corpos no mercado. Viva a vida!