O que é que produz mais resultados na vida, ser um “come-quieto” competente ou uma pessoa ruidosa e inane? Geralmente, os “come-quieto” (é invariável mesmo) são artífices de grandes conquistas, claro que não estou falando dos que roubam dinheiro público, quietinhos, na moita...

Isso não é conquista, é crime, é roubo. Não falo desses. Faz tempo que essa questão me incomoda. Ela vem dos tempos de colégio, de pátio de colégio, onde no passado as coisas eram iguais a hoje, posto que muitos pensem que nas décadas passadas as crianças e jovens eram melhores que os de agora.

Coisa nenhuma. Aliás, desde que o mundo é mundo não mudamos uma vírgula no nosso jeito humano de ser. Danação pura.

Estou nessa enrolada, leitora, porque me lembro dos tempos de colégio e da discussão que se erguia entre muitos educadores. Ser popular é melhor que estudar? Essa é uma permanente questão, visualizada, testemunhada pelos professores nos pátios das escolas.

Os que estudavam, os que tiravam boas notas e eram educados com colegas e professores, costumavam, já naqueles tempos, serem vítimas de deboches e bullying. Isso sempre existiu. E hoje? É a mesma coisa, nada mudou.

E essa questão vale inclusive para o ambiente de trabalho. Os silenciosos, competentes, éticos e produtivos costumam ser ignorados... É como que um laçaço no lombo dos que valem a pena. Não vai mudar.

Bom, todos os dias temos um exemplo de um “doutor”, um “medalhão”, vagabundo e malcheiroso, que busca se impor pela função que exerce ou pelo título que lhe emprestaram.

Ninguém é doutor em nada, uma pessoa só pode, e deve, buscar aperfeiçoamento em ética pessoal... E olhe lá, terá que passar por todos os testes.

Os vazios por dentro, mas ruidosos por fora, costumam chamar atenção nos pátios das escolas, nos corredores das empresas e, sobretudo, na arena política. É mais uma razão para que os bons batam na mesa e imponham a ditadura dos bons valores.

Identificados os quietos e competentes, a esses as promoções e os aplausos.

Já aos ruidosos, os que buscam aparecer pelo barulho de suas cabeças de chocalho, o laço devido, o isolamento merecido, o lockdown afetivo.

Afinal, todos têm a liberdade de ser e crescer. Que os mandriões ouçam isso e nós façamos a nossa parte, claro, antes de tudo nos olhando no espelho...

Verdade

Falei lá em cima de ruidosos e de come-quieto. Ouça esta, do Estadão: - “O novo mapa do crime transita nos bares badalados, vive nos condomínios fechados, estuda em colégios e universidades da moda e desfibra o caráter no pântano de um consumismo descontrolado”.

São os ruidosos, os filhos dos metidos, dos safados, classe média para cima, têm que ser pegados e “justiçados” para nunca mais esquecer...

Trágico

Imagens do Balanço Geral, da Record TV, 7h da manhã. Um carro destroçado contra um poste, o vagabundo que dirigia “não venceu” uma curva e enroscou-se num poste. Dois mortos, dois gravemente feridos. Todos com menos de 30 anos.

O trágico – um celular tocava sem parar dentro do carro acidentado, o repórter o mostrou. Quem estaria a ligar? Eu posso imaginar...

Falta dizer

Se for a esposa, que ela mande o “urina-solta” parar e ela desça... Se for algum amigo que faça o mesmo para quem dirige em alta velocidade, sem respeito aos demais dentro do carro.

Muito comum um boçal ser imprudente dirigindo e desrespeitando os demais no carro. Mande-o parar e desça. É pela vida. Que o boçal morra sozinho.

 

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