"Gosto de pessoas espertas, você ouviu direito. Eu não disse “querer é poder”. Eu disse “querer e poder”. Mas antes de entrar no assunto, preciso dar algumas voltas, são necessárias.

Não sei qual é o interesse de certas pessoas de inventar lorotas que são disparadas tolices como, por exemplo, alguém dizer, como já ouvi, que 70% dos executivos brasileiros dominam o Inglês. Formidável patacoada. Os caras não dominam o Português, vão dominar o Inglês? Ora bolas! E estou nesse assunto para dizer que “quer não é poder”, como crescemos ouvindo. O correto é dizer – “saber querer pode ser poder”.

Não basta querer para poder. Aliás, andei lendo uma entrevista de um diretor de conhecida rede de ensino de inglês, e ele disse corrosivas verdades sobre os brasileiros que estudam ou querem estudar inglês... Ele disse, por exemplo, que estudar inglês exige disciplina e dedicação, e poucos suportam essa carga. E eu digo que isso vale para tudo na vida. Sem essa de basta querer para poder. Se eu quiser alguma coisa na vida vou precisar de disciplina, de prender-me a uma rígida agenda de estudos com incondicional dedicação.

De outro modo não aprenderemos nem a tossir... E é nessa disciplina e dedicação que a maioria dos que estudam inglês, ou o idioma que for, fracassa, fica pelo caminho; dão-se por cansados. Dizem os molengas que a língua é muito difícil, que isto, que aquilo e ficam para trás...

E se alguém um dia disse a bazófia dos 70% dos executivos brasileiros dominando o Inglês, garanto que o percentual não passa, mas não passa mesmo, de reles 3%... e olhe lá. Quem quiser aprender inglês, ou o idioma que for, tem que estudar “todos os dias”, tem que praticar a fala, a audição, a leitura e a escrita, todos os dias, todos, todos. Ao fim da vida. Só domina o inglês quem conseguir entender dois americanos bêbados, discutindo às 2h da madruga... aí sim, o cara pode dizer que chega junto no inglês...

Quer é poder? Só é poder se suarmos muito a camisa para chegar ao pote do desejo. O poder não está só no querer, está no lutar... até vencer, e ficando muito claro o que se quer na vida. O mais é perda de tempo e querer não é poder.

Conselho

Ivo Pitangui foi por muitos anos o cirurgião plástico nº 1 do Brasil, tinha prestígio mundial. E sabes o que ele disse numa entrevista? Simplesmente que, “pessoas que se sentem bem consigo mesmas não devem fazer cirurgias plástica”. Um soco. Mas, por favor, me apresente alguém com essa autoestima lá em cima, alguém que se sinta bem consigo mesma, por favor...

Falta dizer

Ainda Ivo Pitangui. Um dia lhe apareceu no consultório um rapagão lindo como Apolo, queria retocar o nariz. Pitangui não via nada de errado no nariz dele. Depois de uma boa conversa, Pitangui descobriu que o rapaz não gostava do pai e tinha o nariz igual ao dele. Pitangui não fez a operação, era desnecessária, era uma birra do rapaz. Plásticas envolvem muita “psicologia”, e das piores..."