Que bom que existe dentro de nós um tribunal moral, um tribunal que bate forte o martelo das “condenações” quando agimos errados. E mais do tempo agimos errados.

Por estes dias em que as pessoas têm que ficar em casa, na quarentena do vírus chinês, uma das palavras que mais ouvi e li foi “tédio”. Tédio do que, bananas?

Tédio de ficar em casa, olhando para a cara do marido, da mulher e tendo que conviver com filhos que não passam, mais das vezes, de crias, quase nada de filhos...

Ainda que os genitores vivam falando de amor pelos filhos, desmentem-se pela frouxidão na educação. Quem ama puxa a corda, com força, dá limites, se incomoda, faz o que tem que ser feito.

E assim, bicudos, os filhos vão intuir que a severidade dos pais é amor.

A casa deixa de ser casa, passa a ser lar... Lar? Quem hoje tem lar? Lar é sinônimo de ninho, de aconchego, de proteção, de asas quentes de pai e mãe sobre os filhos e sobre eles mesmos, os grandes amantes... Sim, acho que bebi.

Os entupidos da vida, os que mantêm o casamento só nas aparências, quase todos que andam por aí se dizendo casados, não sabem o que é lar, mas sobejam no saber sobre tédio.

Não é outra a razão por que não parem em casa nos fins de semana, é almoço aqui, jantar ali, praia, giros pelo shopping, qualquer coisa. Ficar em casa não.

Isso envolve tolerância, respeito, amor, leituras, boa música, prazer e conforto em estar no cantinho da família, cantinho do amor. De fato, acho que bebi.

Como disse, todos temos um tribunal togado de ordem moral dentro de nós, e esse tribunal é o que mais condena as pessoas às doenças e acidentes. Forma inconsciente de “pagamento” pelos erros de ações e caráter; erros gerados por uma vontade silenciosa de mau-caráter.

Doenças e acidentes não acontecem por acaso nem são tão acidentais quanto parecem. Ambos têm como pano de fundo a vida emocional da consciência.

Esse tribunal moral responde pelos tantos divórcios que andam por aí, por demissões surpreendes, provocadas pelo demitido; e muito, muito comum, acidentes que aleijam ou matam...

Que bom que existe esse tribunal, esse não tem “compadres”, amigos, esse não perdoa! Bate o martelo para todos. Que tédio!

Falsos

Um povo religioso devia ser um povo honesto, amoroso, não lhe parece? Crasso engano. Os ditos “religiosos” são os piores, haja vista que nas cadeias não existem ateus, todos se dizem crentes em deus... Falta de laço.

Agora ouça esta: “O Brasil em 2019 foi considerado pela Organização Mundial da Saúde como o país onde há mais pessoas a sofrer de ansiedade”. Ansiedade é medo. Ué, “deus” não acalma os crentes? Falsos.

Dureza

Se você escrever verdades num modo politicamente correto, se for muito educado as pessoas acabam levando o jornal para o banheiro...

É preciso chutar a porta, provocar reações, ganhar antipatias, mas...

Deixar ideias, marcas, para que mais tarde muitos olhem para trás e digam a si mesmos: como fui burro, como fui estúpida, meu deus, se eu pudesse voltar atrás! Melhor é se irritar agora...

Falta dizer

O brasileiro é líder mundial em ansiedade e estresse e, 5º no mundo em depressão, e esses caras se dizem alegres, praieiros, carnavalescos, namoradores, desportistas, tudo de bom e vivem com psicotrópicos nos bolsos?

O que vão deixar para povos que passaram ou vivem em guerra, com pouco sol e leis rígidas?

 

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