Começar agora. Ou será que você nunca ouviu dizer que nunca é tarde para construir um sonho? A grande questão é entender a importância desse sonho e o que ele pode vir a significar na vida de todos os dias para qualquer um de nós.

Vamos supor que você já tenha idade, ter idade é um modo elegante de não dizer velho ou velha... E o que acontece quando chegamos ao topo do Everest da vida? – Damo-nos por vencidos. E quem se dá por vencido, morreu.

Vamos supor que você já tenha idade. Pode começar agora a fazer poupança, por exemplo. – Ah, Prates, mas é muito tarde, nunca vou chegar ao milhão! Eu não disse isso. O começar uma poupança, como uma criança faz poupança num porquinho de plástico, já é uma distração, fica como se fosse uma coleção, uma coleção de “moedinhas”.

A ideia vale para começar a aprender uma língua estrangeira, tudo por diversão, sem pensar em fazer um discurso para o Trump na ONU. Lá pelas tantas, você já saberá dizer frases curtas, tudo de brincadeira, para se distrair. O diacho da velhice, para a estonteante maioria, são os vazios, o ócio, o nada ter para fazer ou se preocupar, preocupar como sinônimo de ocupar.

Claro, pode ser pintura, bordado, tentar um instrumento musical, o que for, em qualquer idade, vale a pena, dá-nos um sentido no dia a dia, faz-nos “responsáveis” por uma ocupação. E toda esta conversa veio-me à cabeça depois de ler mais um resumo do XII Encontro sobre Longevidade, realizado em São Paulo por iniciativa do Bradesco.

Um dos palestrantes disse uma obviedade, mas... Obviedade para alguns, para a maioria uma revelação dos céus... O sujeito disse apenas que – “No que diz respeito ao aspecto financeiro, iniciar um plano de previdência privada ainda na juventude significa alcançar os objetivos com menos esforço, com uma quantia relativa menor por mês e deixando que o tempo trabalhe a seu favor”.

Que o pai, a mãe, o avô, o irmão mais velho chame os jovenzinhos da família e digam isso a eles agora, já, neste momento. De outro modo, vão deixar o tempo passar. Se forem sensíveis a esse chamamento, vão ter mais tempo nos adiantados da vida para fazer palavras cruzadas. Fora disso, busquemos o que fazer e entreter, esquecendo a idade. Não ter o que fazer é a pior das velhices.

Eles

Eles, os estúpidos. Estão sendo motivados mais e mais pelos noticiosos da televisão que mostram a cada dia o crescente número de feminicídios e maus-tratos às mulheres. Os vagabundos continuam levando à risca a ideia dos impotentes de que mulher é objeto e objeto de posse desses covardes. Que a “justiça” baixe o ferro sobre eles ou... aqui fora demos um “nunca mais” para eles...

Enganação

Manchete: - “Viagens de estudos crescem na crise”. Fui ler. São jovens que vão fazer cursinhos e trabalhar em áreas “menores” fora do Brasil. Nenhum resultado terão. É preciso um mínimo de 3 anos numa grande empresa internacional para que esse crédito entre no currículo, as empresas brasileiras não são otárias para acreditar em “biscates” de além-mar. E fazer curso de idiomas é por aqui mesmo, quem não aprender aqui, não aprenderá acolá. Certo? Falsos espertos.

Falta dizer

Vejo na televisão programas que... Dão casas limpinhas, com tudo de bom e de melhor para pessoas que não são asseadas. Tempinho depois, está tudo como estava antes. Pobreza não é sinônimo de sujeira, a pessoa pode ser pobre, morar num casebre e... ter tudo em ordem e bem limpinho. Sujos não merecem ajuda.