Liguei a tevê e parei na TV Cultura, de São Paulo. Acertei. Um sujeito contava da vida dele e me fez pensar. Antes de dizer do que falou esse cidadão, deixe-me lembrar, mais uma vez, que temos, ao tempo todo, uma indagação em nossas cabeças: qual o sentido da vida? Nenhum. Se você pensar bem, nenhum. O sujeito nasce, cresce aos tropeções, entra na adolescência, alimenta sonhos e vai indo, de sonho em sonho... Lá pelas tantas se dá conta de que tudo o que foi sonhado e conquistado vai ficar para trás... Diachos, de que valeram todos os esforços? Valeram de nada.

O tal cidadão que falava na TV dizia que ele fez muitos shows na vida, tocava e cantava lá e cá, não parava quieto, assim ganhou um “dinheirinho”. Mas o tempo foi passando e o sujeito pensou que já não valia mais a pena andar naquela corrida que de há muito era a vida dele. Tinha um dinheirinho e aquilo lhe seria o bastante. Decidiu parar. Parou.

Alguns dias depois, uma inquietação começou a roçar a cabeça do “aposentado”, aposentado com saúde magnífica. Deu-se conta que a vida dele perdera o “sentido”, o sentido era o trabalho. Pior de tudo, deu-se conta de que a vida dele passara a ser “lembranças”: fiz isso, fiz aquilo, fui a tal lugar, fui a tal outro...

E tudo acabou. O sujeito estava enlouquecendo de viver só de “lembranças”. A vida não pode ser isso, pensou, não pelo menos para quem está ótimo de saúde e não tão velho assim. Pensou, decidiu, foi lá dentro, pegou se instrumento de vida e voltou aos palcos.

Voltou em ritmo mais “educado”, mas voltou. A vida dele voltou a ter “sentido”, a vida que não tem sentido nenhum senão para os que a ela dão um sentido. E o sentido será sempre por uma ação. O ser humano precisa permanentemente de movimentos, físicos e mentais, ideias e ações.

O sentido da vida é dado por nós, pela missão que devemos nutrir por algo enquanto respirarmos. É por isso que o casamento “mata” muita gente, as mulheres de modo mais especial... Falo das mulheres que largam tudo ao casar. Burras. O sentido da vida nos é dado por um trabalho, seja ele qual for. Desliguei a tevê e vim conversar com você. Grato.

Possível

Sou um encantado dos rigores militares dos SEALs da marinha americana. Os marinheiros do SEAL são treinados para missões “impossíveis” no mar, terra e ar... Missões “impossíveis” que eles têm que tornar possíveis...

E as tornam. Essa também devia ser a nossa postura aqui do lado de fora: missões impossíveis. Sabendo que podemos torná-las possíveis. O evangelho de Marcos, 9:23, deve inspirar os marinheiros do SEAL – “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”. Então, enfrentemos os “impossíveis”!

Hoje

Num programa de rádio que eu apresentava em Florianópolis, numa certa tarde entrevistei a cantora Elza Soares. Linda. Fiz-lhe uma pergunta que a remetia ao passado. Ela me olho nos olhos e disse: - My name is now! Traduzindo: meu nome é agora. E não falou do passado. Uma “budista”, a vida é aqui e agora. De fato, só aqui e agora.

 

Falta Dizer

A população mundial, especialmente nas cidades de porte médio para cima, está crescendo fora de controle. Uma explosão demográfica. E não há uma única “autoridade” para impor um controle de natalidade. Sem isso, é preciso leis cada vez mais duras, único modo de conter um pouco os vagabundos, maioria dos que nascem...