Muitos podem duvidar da história que vou contar. Uma história instigante... Se eu não tivesse feito Psicologia e estudado como estudo essas questões que passam pelas mentes humanas, confesso que não acreditaria, mas... Vamos ao fato.

Aconteceu, por estes dias, num hospital na cidade de Lille, na França. A história envolve um cidadão de nome Aquille Courtois, 88 anos. 88 anos, não é mais criança... Esse cidadão baixou hospital sob forte encrenca cardíaca, era operar ou morrer, mas... Os médicos, realizados todos os exames preventivos, chegaram à conclusão de que o paciente não suportaria a anestesia geral indispensável à delicada cirurgia a que devia ser submetido.

Impasse. Foi quando uma enfermeira da equipe técnica que o atendia pediu licença aos médicos e lhes sugeriu, com a aquiescência do paciente, que ele fosse operado sob o efeito de... hipnose. Isso mesmo, o cidadão seria colocado em transe hipnótico e então poderia ser operado sem os riscos da perigosa anestesia geral... Acertado. – Vamos operá-lo sob transe hipnótico, decidiu a equipe. E de tudo certo, o cidadão já está em casa contando histórias para os netos.

O que aconteceu? Aconteceu mais um desses “milagres” da mente humana. A hipnose nos coloca numa condição alterada de consciência, ficamos “leves”, fora da realidade plena de consciência. E nesse caso pouco sentimos ou nada sentimos de dor, calor, frio, o que for, tudo sob as “ordens” do hipnotizador e a prévia concordância do hipnotizado.

Dito de outro modo, nossa cabeça é capaz de tudo, vivo dizendo isso. Nossas doenças são, antes de tudo, não o produto de vírus, disto ou daquilo, mas da nossa mente, do nosso modo de pensar, da nossa imunidade que depende imensamente da nossa forma de ver a vida e a ela reagir.

Mas vá dizer isso às cabeças estultas, para não dizer estúpidas, vá. As pessoas miúdas que andam por aí, em maioria absoluta, não acreditam nos “invisíveis” de suas vidas, só acreditam no que podem pegar e ver. Coitadas.

Não é outra, aliás, a razão por que a maior parte dos medicamentos não produz resultados, o paciente, inconscientemente, não se quer curar, quer morrer, quer deixar remorsos em familiares, quer infernizar, enfim, a vida dos que lhe sobreviverão... Difícil de acreditar? Difícil de acreditar, mas a mais pura verdade. O senhor Aquille Courtois que o diga…

Fatos

Há histórias de guerra que são inacreditáveis para quem não conhece os poderes da mente humana, da psicologia. Histórias contadas por militares que testemunharam colegas feridos em batalhas, soldados que mal tinham notado ter perdido um braço, e pedindo cigarro ao sargento. Quando lutamos por uma causa, há como que uma energia anestesiante por todo nosso corpo, e a dor fica “esquecida”. Somos mais fortes do que pensamos. Mas que não precisemos de uma “guerra” ou tragédia para descobrir esses poderes.

Segredo

Abri a revista e lá estava o título: - “Bate-papo: o segredo do amor”. E na foto, um casal de idosos. Nenhuma novidade, vivo dizendo que a conversa entre o casal é o grande laço de vínculo, aquela conversa sobre qualquer coisa, mas interessante pela companhia dos dois. Raríssima essa virtude entre os casados. A moda é o silêncio ou a briga. Dá nisso que anda por aí.

Falta dizer

Concordo com quase tudo do que foi dito por Rui Barbosa, mas nesta frase, discordo: - “Quem não mentiria para salvar a vida de um justo?”. Olha, velho Rui, no Brasil de hoje difícil achar quem fizesse isso, o povinho e os políticos só pensam neles, pensam como canalhas.