Você se lembra de alguém que um dia lhe fez uma promessa e depois “esqueceu”, não cumpriu? Aposto que vai dizer que sim, que lembra. Mas... E você, nunca fez uma promessa e depois esqueceu de cumprir? Pois é, promessas são vias de mão-dupla. Eu faço, tu fazes...

Acabei de saber de uma “novidade”, novidade para mim que me fez coçar o queixo, Santo Deus, a que ponto chegamos! Não vou dar nomes, nem do juiz nem da cidade dele, o que importa é o fato.

Você deve saber do juramento/promessa que os noivos fazem diante do padre no altar ou do juiz de paz no Cartório, na hora do casamento civil, pois não? Aquele juramento que fala em ser fiel na saúde e na doença, na tristeza e na alegria, sabes, aquele juramento? Esse mesmo. A coisa anda tão feia, tão encardida, tão medonha, tão fim-dos-tempos que um juiz de paz, de uma cidade bem conhecida do Estado de São Paulo, incluiu nessa promessa de casamento a seguinte frase, o noivo jurando:

- “E prometo não levantar minha mão para agredi-la até o fim de minha vida...” E a noiva promete a mesma coisa, mas a noiva promete só para deixar o juramento por igual, quem de fato tem que jurar são os “cuecas-sujas”, a estonteante maioria que anda por aí, salvaguardadas as exceções que eu, confesso, não conheço.

Agora me diga, tem cabimento esse juramento? Sem falar que nossos juramentos na hora do “bem-bom” não têm nenhum valor. Ora, bolas, quem não jura diante de um petisco, de uma bela mulher, no caso dos homens, quem? Juramento da boca para fora. Mas o que importa não é o juramento em si, o que importa é termos chegado a esse ponto. Esse magistrado, juiz de paz, deve saber de poucas e nada boas para ter chegado a esse ponto. Mas é isso.

Chegamos a um estágio de desconfianças, suspeitas e inseguranças de todo tipo que ninguém mais mete a mão no fogo por ninguém, se o fizer estará fazendo por um “santo” ou por uma “santa”, se for por um ser humano terá que ser um avatar ou por aí.... A que ponto chegamos. Por favor, leitora, onde fica a porta de saída, fujamos, o bicho está pegando. Ora já se viu, “juro não te surrar”, ora já se viu!

Tristeza

Que tristeza, bah, que vontade de chorar. Cheguei ao Beira-Mar Shopping, Florianópolis, e a livraria Saraiva estava fechada, fechada para sempre. Mais uma... Mas faz sentido, com esse povo que anda por aí, tropeçando na ignorância, como ter livrarias abertas e vendendo? Livros o povinho não quer, eles querem games... Essa tristeza está acontecendo em todas as capitais brasileiras. Depois os tapados saem batendo panelas...

Horror

Falando com algumas pessoas e outros tantos amigos, ouvi deles que não faz mal que livrarias fechem, dá para comprar por “e-commerce”. Coitados, que mentes apoucadas. Como é que alguém compra por internet um produto que precisa ser pegado, olhado de perto, cheirado...? Livro se “manuseia” antes de comprar, comprar às escuras é típico dos que não leem, dos que gostam mesmo é de “lazer”, coitados.

Falta dizer

Declaração de uma professora a um jornal gaúcho, a cara dela desfigurada: - “Quando vi, já estava no chão levando pontapés”. A professora havia chamado a atenção de um vagabundo de sala de aula. E a irmã dele foi lá tomar satisfações da professora, surrando-a. Ah, se fosse numa escola do Nordeste, daquelas escolas com policiais militares administrando a disciplina, ah... Que chegue por aqui a “moda”.