Uma amiga me encontra no aeroporto de Florianópolis, esta semana, fui fazer negócio, e ela foi ao supermercado. Encontramo-nos por acaso. São os melhores encontros. Bancos confortáveis por perto, vamos sentar.

Conversa vai, conversa vem, ela desabafa: - -“Ai, Prates, estou numa 'vibe' medonha, não acho graça de nada e, para ser franca, acho que se pudesse eu iria até numa balada, conhecer pessoas, e olha que eu nunca gostei de baladas”...

Em resumo, o desabafo da amiga. Mais um dos tantos parecidos que tenho ouvido. Perguntei a ela: posso te dar uma letra, um aviso? - Cuidado, querida, quando estamos emocionalmente molengas costumamos ver príncipes onde há sapos.

– Ah, não entendi, explica! Explico, aliás, vivo falando disso, tanto aqui quanto nas rádios por onde comento, na TV, nos jornais, por aí tudo.

Quando estamos inquietos, desejosos de algo que não definimos bem o que seja, desejo gerado por um vazio, por uma carência, nossa tendência, já disse, é ver um príncipe quando na verdade estamos diante de um sapo. Claro, linguagem decorativa. Explico.

Minha amiga, ou você, leitora, vai a uma balada, a uma festa para se divertir... Mentira, ela vai ou para acompanhar alguém, não deu para escapar, ou vai para encontrar alguém, para arrumar alguém.

O desejo não se nos apresenta assim, tão claro, mas é isso. E o que acontece a partir dessa “predisposição”? O que, no caso das mulheres, é o mais frequente: ver príncipes quando na verdade estão diante de sapos...

A predisposição, o desejo inconsciente – ou mais que consciente – tende a nos empurrar para o abismo dos equívocos: vemos o que não é verdade. E no caso de sair de casa para tomar um ar, quando, na verdade, inconscientemente, o que elas e eles fazem é sair para “encontrar” alguém, o que mais acontece são equívocos.

A predisposição, a vontade, altera a percepção, o sapo vira príncipe. Já disse miríade de vezes que o amor não se procura, o amor simplesmente acontece. O amor não pode ser programado, como sair de casa para achá-lo...

Ninguém começa a amar na hora de piscar o olho pela primeira vez... Amor exige tempo, amor exige afinidades, é como aliança no dedo, ela não pode ficar frouxa, girando para lá e para cá. Amor é ajustamento, tempo e descobertas... Nem me lembro se disse isso à amiga, acho que disse...

Enganos

Os inteligentes não perdem tempo, os ignaros ficam olhando as vitrinas da vida e perdem tempo... Tempo perdido, nunca mais. Acabo de ler esta manchete no MSN – “Fulano alcança 20 milhões de seguidores”.

É um pobre bicho que se acha humorista na TV. Seus seguidores, a exemplos de outros, devem ser parecidos com ele... Nossos “seguidores” devem ser os exemplos do bem, livros e a cartilha da educação moral e cívica. Apedeutas.

Traições

Ela é jovem, quase criança, já fez “sucesso” na TV e acabou de sair de uma relação, o namorado a passou paras trás. Mas ele já está se engraçando para voltar.

Numa entrevista, a mulherzinha disse que – “Perdoar traições faz parte”. Parte do quê, tola? Você não ouve os homens dizer isso sobre traições. Os fanados pegam o revólver diante de uma imaginada, fantasiosa, traição. E elas? A maioria, docinhas, perdoa. Colham!

Falta dizer

Queres educar bem, para sempre, uma filha, um filho? Evites as palavras, ajas de modo correto, sempre. Esse exemplo “silencioso” das ações e posturas dos pais será o molde da vida toda, costuma ser a regra.

O mais são mimimis como os que andam por aí, crianças insuportáveis, demoníacas. Exceções? Onde, por favor!

 

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