Há quem diga, e com razão, que se nos preocupássemos apenas com as coisas sérias da vida que a vida se tornaria o antecipado inferno que nos espera mais tarde... Pois é, mas o contrário ninguém contesta.

Passamos maior parte do tempo pensando e nos “preocupando” com tolices, coisas sem valor e que não nos mudam a vida, apenas nos jogam nas cordas do conforto. E no conforto, você sabe, não juntaremos o dinheiro para um miserável lanche que seja...

Claro que a conversa não vai continuar assim, sem rumo. Acontece que guardei algumas páginas de jornais com dicas para uma vida melhor. São dicas que valem para sempre. Será?

A dica que guardei é de uma formidável estupidez, mas... é regra mais ou menos geral para as mulheres. Sim, para as mulheres, os homens podem andar de bermudas o ano inteiro que elas os vão achar lindos. Coitadas. Nada como uma cabeça de porongo, as que têm cabeça oca...

A tal dica recomenda: - “Repita roupa sem medo”. O que é repetir a roupa? No caso das mulheres, é ir a duas festas com o mesmo vestido, por exemplo. Bolas, até a Kate Middleton, a princesa de Windsor, repete vestidos, por que uma plebeia qualquer não poderia repetir uma roupa?

A dica está errada, o que tem que ser dito é que “Não devemos nos repetir, isso sim, é no modo errado de pensar a vida, o que não devemos é viver no piloto automático das ações erradas, dia após dia...” E é o que fazemos.

O mais “iluminado” dos seres humanos, se isso fosse possível, é uma besta de repetições. E o pior, repetições erradas, sobre modos inconvenientes de perceber e reagir. Isso sim é erro, isso sim deve ser evitado, não repetido. Quanto às roupas, se estiverem limpas e bem passadas não há qualquer mal em repeti-las.

Quem mais muda de roupa costumam ser os de cabeça vazia, os insuportáveis como amigos, empregados, cônjuges, tudo... Quem muito cuida das roupas não cuida da cabeça como deve. E isso é “matemática” da Psicologia, não tem como errar, é só observar os tipos que andam por aí.

Falando nisso, me lembrei que preciso trocar os casacos que uso na tevê, bah, está mais que na hora...

Crise

Surpreenda-se. Ouça esta manchete: - “Sucateamento de salários e condições na sala de aula tornam o ensino um trabalho ingrato...” Não coloquei tudo na manchete. Na sequência, lia-se: Nos Estados Unidos. É lá que a educação escolar e o empobrecimento de todos está derrubando a sociedade. Bom, se lá está assim, o que sobrará para nós por aqui? Nada. Revolução já. Revolução, eu disse...

Erro

A manchete aí de cima tirei-a de um jornal de São Paulo. Será que os caras não sabem que não existe a palavra “sucateamento”? O que existe é “sucatamento”. A palavra vem de sucata. É questão de estudar e saber, nada mais. Mas não vamos longe, a maioria dos repórteres de televisão dizem “o récord” foi quebrado. Não existe “récord”, o que existe é recorde, magnífica palavra da língua portuguesa. Dicionário, vem cá!

Falta dizer

Já ouvi vários linguistas brasileiros dizendo que é-nos impossível saber de todas as palavras ou regras da língua portuguesa, todavia, aos poucos “temos” que ir aprendendo. Especialmente sobre palavras muito comuns, palavras do dia a dia. Erros nesses casos são deletérios e reveladores. Bah, saiamos da frente, ou  correndo de nós mesmos!