Tenho uma história para você, mas... Mais uma vez vou precisar dar umas voltas antes de chegar à nossa conversa, leitora.

Ocorre que vivo dizendo que somos um produto, um produto especial, mas um produto. Não diferimos de qualquer produto que ande por aí nas “gôndolas” da vida.

Um produto, você sabe, tem uma embalagem. Essa embalagem vira um símbolo de longa duração se o conteúdo interno desse produto tiver qualidade. Somos tais e quais.

Então, que fique claro que se somos um produto, nunca devemos descuidar da “embalagem” e, mais que tudo, da qualidade do conteúdo interno dessa embalagem.

O que me traz a esta conversa, leitora, é uma “garota”, ela tem 51 anos, nasceu aqui, em Santa Catarina, mas está vivendo lá fora, não digo onde. Ela tem nome conhecido e muita arte na voz... E vou ficar por aqui na descrição da moça.

Essa moça vivia encrencada e você sabe que nossas encrencas são, antes de tudo, com nós mesmos. Não raro, pegamos outras pessoas como razão, mas é desculpa fria, a encrenca está dentro de nós no modo de pensar a vida.

Essa moça desencantou-se de tudo por aqui e foi procurar por grupos budistas lá longe. Achou-os, está com eles e vai continuar com eles. E o que me traz a esta conversa, de modo precípuo, é que ela declarou numa entrevista que não tem mais obsessão com seu visual, que esqueceu a vaidade, a vaidade física, típica das mulheres.

Das mulheres? Não, de todos nós, temos que ter vaidade sim, vaidade como sinônimo de cuidarmos permanentemente de nossa “embalagem”, nossa imagem corporal.

A tal moça disse ainda que não vai mais usar botox, isso acho ótimo, mas que também não vai mais pintar os cabelos, vai deixá-los branquear, não mais cremes, nem rímeis... Errada, amiguinha, errada.

Seguido vejo velhinhas que parecem ter saído do banho, arrumadinhas, cheirosas, com joias e tudo o mais. Perfeito. Vejo “veteranos”, caras com 80 e tantos, de terno e gravata, simplesmente para ir ao centro tomar cafezinho com os amigos. Nunca devemos deixar cair a peteca da “vaidade”, dos cuidados com a “embalagem”.

Um produto só se mantém vivo no mercado com boa embalagem e cuidando sempre do conteúdo interno, conteúdo que envolve a vaidade do corpo. Sem isso, é “morte” mais cedo do produto humano... Volta aos “salões”, guria, volta logo.

Filosofia

Jantei com ele em Criciúma, fomos fazer palestra na mesma escola. Falo de Rubem Alves, o grande escritor. Conversa longa.

E do livro dele “Ostra Feliz não Faz Pérola”, recordo da frase que diz que "a origem dos nossos males está nas comparações”. Faz sentido.

Somos todos diferentes, mas podemos ser maiores e melhores que os outros se bem cuidarmos de nossas potencialidades. Em assim o fazendo, os outros é que se vão comparar a nós. E seremos felizes.

Ser

Muitos esquecem que todos podemos ser. Ser alguma coisa, algo de muito bom está adormecido dentro de nós, uma formidável potencialidade.

Mas o que fazemos? Vivemos a invejar outras pessoas e perdendo tempo de nossas possibilidades. Sem olhar para os lados, senão para nossas possibilidades, poderemos chegar ao topo do Everest, do nosso Everest. Acordar!

Falta dizer

Quando os canalhas perdem o respeito, já nem digo o medo da justiça, bom, aí não há mais esperança.

É o que acontece hoje em “todas” as instâncias brasileiras. Crimes de todo tipo, abusos, desvios de verbas públicas, cada vez mais e mais e nada de “justiça” ou medo. Vai explodir...

 

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