Pobrezinha, tão jovem!

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Por: Luiz Carlos Prates

terça-feira, 04:00 - 06/09/2016

Luiz Carlos Prates
Esfreguei os olhos, não acreditei. Mas era verdade. Não sei da idade dela, uns 17 anos? Não sei, sou mau calculista de idades, mas era uma “criança” para a vida, uma mocinha, enfim. Vou deixar o leitor à margem dessa conversa, vai ficar só ouvindo... Eu estava indo e a “pobrezinha” vinha, ambos na mesma calçada. Bonitinha, para feia não servia, e vestia uma camiseta que me fez tossir, Santo Deus, a que ponto chegamos! Sobre o peito da garota, na camiseta, lia-se: “Já tomei meu Rivotril”. Como assim? Ela devia estar brincando, provocando, é claro. A camiseta é uma provocação, só pode ser. E está por aí, à venda, pelo que vi... Pois é, mas essas “provocações” estão indo além do limite. O que significa já ter tomado “o meu Rivotril”? Significa que a mocinha já tinha tomado o seu ansiolítico do dia, é isso? Agora é assim, está na moda tomar ansiolíticos, antidepressivos, ninguém tem mais vergonha de nada. Contei aqui da novela há pouco terminada - Êta Mundo Bom – em que a garota protagonista, uma mocinha lá das grotas, papel interpretado pela atriz Camila Queirós, passou o tempo todo sonhando com o “cegonho”, o que ela mais queria era conhecer o “cegonho” do namorado, isto é, o pênis. Foram vários capítulos, até à saturação, era cegonho pra cá, cegonho pra lá. Vergonha? Acabou, companheira, acabou. Crianças do Ensino Fundamental são drogadas dentro da lei por pais e mães com receitas assinadas por médicos levianos que acreditam em Déficit de Atenção e Hiperatividade, uma “doença” inventada, não há nada que a comprove cientificamente. Basta a criança ser saudável, cheia de movimentos, ah, é doente, precisa de comprimidos, e tome doping “legal”, com receita e tudo. Se dependesse de mim, poria a todos na cadeia, menos as crianças, é claro. Mulheres, mais que os homens, andam levando naturalmente em suas bolsas seus ansiolíticos para o dia a dia, mais importante que dinheiro. E de onde lhes vêm as ansiedades, as depressões? Ora, das vidas vazias, das vidas “prescritas” pelos conceitos e olhos alheios, pessoas que não se respeitam, que vivem pelo que os outros podem dizer delas. Coitadas! Mas sair com uma camiseta com o dizer – Já tomei meu Rivotril – é o fim dos tempos, fim da vergonha e da boa saúde mental de jovens que deviam estar saltitantes para os belos desafios da vida. Qual! AMIGOS Dizem psicólogos americanos: - “Ter bons amigos no ambiente de trabalho diminui tensões, regulariza a pressão arterial e decisivamente combate a depressão”... E eu acrescento: não posso ficar esperando pelo surgimento de bons amigos no ambiente de trabalho, eu preciso dar os primeiros passos. E não esquecer também que o ambiente de trabalho deve ser a nossa segunda família. Será? É para poucos, infelizmente. FALTA DIZER Está havendo um saudável movimento na educação brasileira, movimento, todavia, combatido pela esquerda “quadrada”. É o movimento Escola Sem Partido. Esse movimento resultou do “esquerdismo” doutrinário que impera nas escolas brasileiras. São agitadores que querem fazer a cabeça dos jovens contra a ordem, a lei, a Constituição, a soberania do país, enfim. “Ferro” nos arruaceiros.
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