Já contei essa história. Vou repeti-la, é necessário, os mandriões não podem continuar na moita, enganando a torcida... De uma feita, fiz um palestra numa das nossas cidades mais tradicionais do Estado, foi numa universidade. Palestra para estudantes das mais diversas faculdades, gente crescida, pois não? Crescida na idade... Num certo momento da palestra, perguntei ao grupo: - Quantos somos aqui, esta noite? Ouvi diversos números, 700, 800 e por aí... Me fiz de surdo, repeti a pergunta e pus a mão na lateral da orelha: - Quantos somos aqui esta noite? Repetiram, 700, 800... E um dos alunos, sentado na primeira fila, cabelo arrepiado, depois de todos se manifestarem, gritou: - Põe aí, Prates, somos mil, mil alunos esta noite aqui... Aceitei o número: mil. E com isso, cheguei aonde queria. Apurei a garganta e falei bem alto a eles: “Olhem aqui, dentre vocês, mil jovens alunos, quero dizer que não mais que de 23 a 25 de vocês serão alguma coisa na vida, o resto não vai dar para nada”!... E acrescentei, deixando muito claro: - “Esses 23 ou 25 que serão alguma coisa na vida é coisa de vocês, vocês vão decidir quem serão esses vencedores”! - “Pô, Prates, tu és louco dizer isso para um grupo de mil pessoas, dizer que só de 23 a 25 deles serão alguma coisa na vida, pô, isso é loucura”! Não, não é loucura, é estatística mundial. A maioria dos jovens que anda por aí não vai dar para nada na vida, mesmo que tenham estado sempre em bons colégios, não é o colégio que forma o caráter das pessoas e tampouco lhes dá o enfoque de que precisam para vencer na vida. Mandriões bem-vestidos, batendo a porta do carrão (que o pai abobado deu), baladeiros chatos e drogadinhos disfarçados. Se não forem exatamente isso, estarão muito próximos. O que quero dizer com esta história velha, já aqui contada algumas vezes? Quero dizer que um jovem, ou nem tanto, para vencer na vida, seja no que for, só precisa de uma virtude: vontade. O resto a água benta fará, a água benta do suor. Vontade e luta levam à vitória, até porque ninguém sonha ou deseja aquilo que no fundo, no fundo, sabe que não lhe será possível. Quem tem vontade decidida e luta por essa vontade, vencerá. O mais é desculpa: sou pobre, sou marginal, sou sem sorte, não tenho estudo, não isso, não aquilo... Conversa de pateta vadio. Indesmentível: num grupo de 50 formandos, dois ou três serão alguma coisa, o resto, empregadinhos. “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”, não é mesmo, Marcos 9:23? Sono A carga de sono depende das idades das pessoas. Mas uma coisa é certa: não há remédio nem processos eletrônicos que produzam bom sono. Bom sono vem da cabeça limpa, sem grilos. O mais é engano ou cientificismos baratos. Cansado o corpo, os neurônios, é deitar e dormir, mesmo sobre pedras. Mas com cabeça cheia de “grilos”, nem no melhor colchão o sujeito vai dormir... Falta dizer Comprimidos para dormir só sob rigorosa prescrição médica e por poucos dias. Comprimidos produzem dependência e mais adiante vão matar a pessoa de moléstias que não a matariam. Quem avisa amigo é.