Sei que você me vai perguntar que crise? Afinal, desde o nascimento e até o último suspiro vamos passar e ter que enfrentar crises. Há crises de todo tipo, as nossas, por exemplo, são nossas, não são do vizinho ou do colega arvoado. É “arvoado” mesmo...

A crise que me traz até você, leitora, chega-me por um artigo de um site de jornalismo, uma “pensadora” dava conselhos para vivermos com mais leveza estes momentos por que passamos. E um dos conselhos, o que me cutucou, era este: - “Aceite o que não pode ser mudado”.

Larguei a cuia, estava na hora do chimarrão, a tal “pensadora” me provocou. Nem vou dizer do que ela disse, vou dizer do que penso.

O que é que não pode ser mudado? Só ela, a morte. Essa é a bruxa chefe. Chefe da vida. Fora dela, tudo pode ser mudado, tudo, mudado ou pelas ações ou pelo pensamento.

Há quem diga que até a morte pode ser vencida pelo modo de pensar. Não entro nessa, é desespero dos que não querem admitir a verdade última... Seja qual for o desastre humano, sobrando a vida sobra tudo. É possível improvisar, substituir, aceitar e tudo melhorar.

Aliás, muito das nossas perdas na vida acabam sendo, não raramente, vitórias. É que por hábito não queremos dar o braço a torcer. Nada é irreversível.

Dinheiro perdido pode ser recuperado, nem que seja pela ideia de que dinheiro não é vida, não é saúde, dinheiro, maior parte do tempo, é apenas dinheiro em nossas vidas. Saúde abalada? O mal não tem cura, disse o médico? Mande-o lamber sabão.

Não há moléstias irreversíveis, pode haver moléstias sem curas conhecidas, o que não significa curas impossíveis. Fé, boas ações e olhar para frente costumam ser bons remédios, além, já disse aqui, ser refinada estupidez de quem diz a um paciente que ele não tem cura.

– Ah, Prates, mas o meu caso é de amor, eu o amava muito e não tem volta, ele casou com outra!

É esse o seu problema, leitora? Chame as amigas, faça uma festa e abra o melhor champanhe, você salvou-se... O tempo vai lhe provar isso.

Era só o que faltava chorar por um cueca-úmida, namorado... No mais, lutar na fé e transformar o que se afigurava inalterável num belo estojo de realidade...

Modos

Espero que doravante alguns “novos” hábitos permaneçam entre nós; por exemplo, uso de máscaras para os gripados e para os que não se querem gripar e também diante dos bufês de restaurantes.

E fim aos apertos de mãos, uma nojeira que nada justifica. Nojeira pura. É só observar o que uma pessoa faz com as mãos em poucos minutos. Horror. Bons modos é saúde e ninguém perde nada.

Teste

Supondo que você esteja por iniciar um negócio próprio, vem um economista e diz que você tem 30% de chances de falir, alta possibilidade. Outro economista diz que não, que você tem 70% de chances de dar certo...

Em quem você acredita? Os dois disseram a mesma coisa. Fizeram esse teste com jovens americanos e a maioria, paspalha, recuou com a possibilidade dos 30% de falência. Burros.

Falta dizer

Um cantor bem conhecido, disse num entrevista que “não posso morrer (ele estava doente), muita gente depende de mim”.

Espere, o sujeito não é novo, filhinhos ele não tem, quem depende dele? Mandriões criados? Ah, que vão trabalhar, vadios de uma figa. Vale para todos os que dizem isso em família.

 

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