Já li muitas biografias de empreendedores que construíram grandes negócios... Li biografias de atletas famosos, largamente vencedores, tenistas, futebolistas, boxeadores, gente, enfim, de todas as cepas e... campeões dentro e fora dos estádios.

E sabes da maior, leitora, leitor? Nenhum deles foi gerado por pais ricos, nenhum. E sabes por quê? Porque pais ricos não fazem filhos campeões na vida. É preciso o gosto amargo do suor escorrendo da testa para os lábios, é preciso o ranger de dentes da pobreza, das frustrações, da vida sem o conforto da riqueza para que possamos lutar pela vitória. Nascer em cama pronta, que graça tem, lutar por quê?

A vontade, a determinação, a luta, a persistência e as certezas da fé é que fazem os vencedores. Se você estiver num vale de lágrimas com relação à sua vida financeira, ou profissional, ou seja, no que for, saiba, e é claro que você sabe, poderá sair desse fosso e conhecer os lampejos do brilho da vitória. Só os amuados, só os inconformados, só os que têm uma luz na alma, a luz da plenitude de uma realização possível, chegam à vitória. Os demais ou herdam dos pais e nada constroem ou passam pela vida gemendo, mas gemendo sem ações.

Crescimento exige dor. Ninguém se realizou na vida até hoje feliz e sem projetos, sem a ardência de um desejo que passa pelo suor da testa e pelos batimentos enfurecidos do coração. Podes procurar por aí tudo, leitora, não vais achar vencedores entre os que não sentiram necessidades na vida. Tanto das necessidades materiais quanto das necessidades do espírito.

Um sujeito que se acha bem-amado, que sabe ter bom saldo no banco, que não sente falta de confortos materiais e que não tem um sonho a ser perseguido não escreve, jamais escreveu, uma poesia, uma obra de arte. É a infelicidade ou o grave inconformismo ou um grande ideal que realiza as pessoas.

O diacho é que todos, ou quase todos, dizem ter esse fogacho no peito, enganam-se, dizem que sim, mas é autoengano... Bom, não vamos longe, todos os vencedores dos concursos de matemática do Ministério da Educação eram ou são pobres, jovens bem pobres, constrangedoramente pobres.

Vontade, suor e certeza da vitória construíram fortunas, mas antes de serem fortunas financeiras foram fortunas de uma ambição, desejo e sonho. Um sonho de ser, antes de ter...

Felicidade

Pesquisar sobre o óbvio me irrita, mas... Psicólogos da Universidade da Califórnia, EUA, “descobriram” que os maridos são mais felizes que as mulheres na vida em família. Pudera. Eles só convivem com os filhos nas festinhas, jogos e diversões idiotas, enquanto as mulheres seguram todas as barras, e ainda trabalham fora... Ou você já soube de um marido que ficou em casa cuidando do filho gripado? Claro que não, mas conhece “todas” as colegas que já fizeram isso... Gracinhas!

Sorriso

O sorriso de uma recepcionista, de uma balconista, promove o negócio, a loja. Mas há ainda muita gente tosca que pensa que sorrindo para os clientes ou visitantes vão é enriquecer ainda mais o dono do negócio, da loja. Burros. O enriquecimento é, antes de tudo, da pessoa que sorri, sem falar que esse sorriso é também boa âncora para fixar a pessoa naquele trabalho, loja ou o que for. Sorria... e viva.

Falta dizer

Num caderno de Educação de um jornal de São Paulo, a manchete: - “Você tem um trabalho ou uma carreira”? Bah, mais de 90%, garanto, têm um trabalho, buscam “apenas” um salário, ambição nenhuma. São os infelizes na vida.