Diz o ditado que “antes tarde do que nunca”. Depende, há coisas que quando nos chegam, chegam tarde. Dependendo do que se trate, melhor é não esperar. Deixe-me abrir a janela.

Dia destes, ouvi a entrevista de um “famoso da imprensa” brasileira que morreu aos poucos, ele sabia que estava morrendo e foi só nesse momento que, aparentemente, se deu conta de que esperou demais para descobrir a vida.

O falecido falou das dores por que passava, do definhamento de suas forças, das expectativas cada vez menores de continuar vivo, aquelas angústias, enfim, que provocam arrepios nos que estão com boa saúde.

O que mais me chamou atenção na última e recente entrevista dada pelo jornalista falecido foi a sua descoberta dos melhores valores da vida, senão os únicos.

Durante o tratamento por que passava, sentava-se na varanda da casa e ouvia, pela “primeira vez”, os pássaros cantando, o vento lhe soprando o rosto, o sol nascendo ou se pondo, essas coisas “bizarras” que costumamos achar que só os poetas notam e dão valor...

O falecido admitia, em seus últimos dias, que viveu com pressa, correndo, mal terminando uma tarefa, ou nem isso, e já pensando na próxima. Quantos de nós fazemos isso?

Ele finalmente reconheceu e “descobriu” o amor da esposa, sua devoção, seu companheirismo, admitiu que foi, em muitos momentos, muito cáustico com quem não merecia, passou a reconhecer, por fim, valores da vida e de uma vida não vivida. Paremos por aqui, leitora.

Quantos de nós não temos uma vida parecida com essa que se apagou? Quantos e quantos, neste momento, estão numa UTI pensando em seus erros, erros simples, erros de não ter vivido?

E quando se diz isso ou se pensa nisso, alguns podem pensar que viver a vida é fazer tolices, sair por aí buscando prazeres vazios e viagens inúteis.

A melhor das viagens, aliás, é a viagem que podemos fazer todos os dias dentro de nós mesmos, nos reconhecendo saudáveis, com família e amigos por perto, com trabalho e liberdade...

O que mais? O mais são vaidades e correr atrás do vento, como diz o Eclesiastes. Notar o que costumeiramente nos esteve na ponta do nariz, e reconhecer que era coisa boa, costuma ser reconhecimento, não raro, tardio e típico dos aéreos da vida. A estonteantemente maioria.

Valores

Dos meus arquivos. Lee Iacocca foi presidente da Ford e da Chrysler, um gênio da administração de montadoras de automóveis.

Numa entrevista ele disse dos valores que um “presidente” deve ter: - caráter, coragem, convicção, carisma, competência, bom senso, criatividade, curiosidade e “capacidade de comunicação”.

Custei a entender... Iacocca falava da “presidência” de montadoras, ah!

Doenças

O que leva pessoas aparentemente saudáveis a desenvolver doenças sérias, complicadas?

Bom, antes de tudo, cada um de nós tem seu local de menor resistência no corpo físico, e as doenças se manifestam de vários modos e formas, mas...

Não sobram dúvidas, o modo de pensar, o que é pensado, sem que a pessoa se dê conta, é o que a vai levar mais cedo ou tarde para a última morada. É crer ou descrer, com os consequentes resultados...

Falta dizer

Ela é mãe e assistente social, sem marido, mas com duas filhas, 16 e 19 anos. Para que as filhas não corram riscos de violência à noite, no Rio onde moram, a mãezinha passou a deixar que as filhas levem os namorados para dormir com elas na casa da família.

O que dizer de uma mãezinha tão boa assim? Impublicável. Já outras mães, maioria, fingem nada ver. Santinhas!

 

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