Está surgindo uma novidade, uma novidade tão “nova” quanto Adão e Eva no paraíso. Afinal, a Bíblia garante que não há nada de novo abaixo do sol, o que é já foi, e o que foi será...

Antes de contar da novidade, deixe-me lhe fazer uma proposta: pense em alguém poderoso, ele ou ela, poderoso mesmo. Pode ser o Papa, pode ser o Trump, pode ser a rainha da Inglaterra, quem quiseres.

Pensou? Pois eu lhe garanto, seja quem for que você pensou com poder, essa pessoa está com as “roupas de baixo” borradas. Não existe sobre a terra alguém que se garanta, que não se sinta inseguro, que não se sinta um impostor.

E era aqui que eu queria chegar. A novidade de que falei é uma espécie de “nova” neurose, e neurose, você sabe, é doença mental. A tal neurose tem nome: Síndrome do Impostor.

As pessoas, cada vez mais e mais, anda se sentindo impostoras no trabalho. E o que significa isso? As pessoas acham que estão enganando os empregadores, os colegas, o mercado, enfim; acham que produzem pouco e mal.

Acham que há gente melhor e que elas não passam de impostoras, não raro, diplomadas e bem-vestidas, mas... impostoras no trabalho. Essa insegurança é de todos e sempre existiu.

Aquele sujeito que “arrota” competência e segurança nos corredores da empresa costuma ser um silencioso banana... Ele, antes de tudo, tenta enganar a ele mesmo, mas teme que todos o descubram.

Eu não diria que essa “novidade”, a tal Síndrome do Impostor, seja de toda má, ela nos acorda para lembrar que sempre podemos melhor e que sempre haverá alguém melhor do que nós.

E nesse caso, quem pensar assim fará mais esforços para melhorar, o que é sempre bom. E sabes onde nasceu essa nova síndrome? Acertaste. Surgiu nas asquerosas redes sociais, onde todos se exibem. E ninguém se exibe para baixo, ora bolas.

Disso resulta que os ingênuos/inseguros se compararam e... veem-se lá embaixo. Assumem então a Síndrome do Impostor, acham-se uns nadas na vida e nos corredores da empresa.

Para arrematar esta conversa, lembremos: o sujeito “aparentemente” mais poderoso do mundo é um cueca-suja, borrado de inseguranças, já disse, insisto e garanto. Mas quando chegamos perto dele ou dela, trememos, trememos por ignorância, desconhecendo que os seres humanos são todos iguais: impostores diante da vida.

Olhudos

Olhudos, não eram assim chamados os oportunistas, os arrivistas, os ambiciosos sem talento? É o que são muitos dos que foram candidatos e não se elegeram. Já estão sacudindo o rabicho e insinuando por nomeações ou como secretários no Estado ou até mesmo como ministros. Vão achar o que fazer, olhudos, ambiciosos sem talento. Vergonha faz bem.

 

Educação

Coisa desagradável uma pessoa sem sensibilidade chegar diante de outra depois de algum tempo e perguntar: - Te lembras de mim, não te lembras? Bah, a resposta não deve ser outra: Não, não lembro! Toda pessoa sensível, educada, quando chega a um grupo ou perto de alguém chega se apresentando, mesmo que seja o Papa, evita constrangimentos. Já os toscos chegam perguntando: - Te lembras de mim?

 

Falta dizer

O ano letivo deu pra bola, quem estudou, estudou, quem não estudou está ferrado, faltam poucas semanas. Os pais têm que saber disso, não é mais hora para recuperar o tempo de vadiagem. Vadiagem sim, quem não estudou não foi por culpa do professor ou da escola, foi por vadiagem dos mimados. Ferro nos vadios mimados.