Quando temos interesse por alguém e esse alguém está por perto achamos assuntos para uma conversa, seja o assunto que for, até mesmo uma conversa mole... Quando, todavia, não temos interesse por esse alguém o silêncio é a melhor comunicação.

Cansei de tratar deste assunto em palestras e aqui mesmo, nestes nossos encontros. Sempre disse que os casamentos só podem dar certo se houver companheirismo entre os cônjuges, raramente pombinhos...

E o companheirismo se expressa basicamente pelo prazer de conversar com a pessoa querida, não é o que acontece nos casamentos que andam por aí. Os dois trocam informações, não conversam, conversa prazerosa não tem roteiro, ela surge e vai indo, como um beija-flor esvoaçando daqui pra lá de lá pra cá, prazer puro.

Vim até aqui para falar do Papa. O Papa, dia destes, em outras palavras, disse o que venho dizendo há muito tempo, relembre a mensagem do “santo” padre: - “As famílias devem retomar a comunicação dentro do lar, recolhendo o celular durante as refeições...”. O pontífice convocou os fiéis a melhorar a comunicação dentro de casa.

O Papa não sabe, mas lhe vou mandar um recado: - “Senhor Papa, o celular foi a maior bênção para os casais modernos, o celular ocupa marido e mulher de tal forma que eles se justificam no silêncio entre ambos. Eles não têm o que conversar e quando têm não querem conversar com ele ou com ela... E desse modo, “educam” os filhos.

De minha parte, penso que se não houver boa parceria de conversas entre marido e mulher não haverá “casamento” entre eles.

Aquela conversa com rumo ou sem rumo, aquela conversa esperada por ela e por ele para o nada juntos ou o degustar um copo de vinho entre eles, um chimarrão, uma caipirinha ou nada, só os dois e o prazer de estarem juntos, respirando juntos, ouvindo, um e outro, a batida do coração dele ou dela. Sim, você tem razão, acho que bebi. Esse prazer da conversa entre o casal é figura de romance de séculos passados.

O Papa sabe das coisas, ele ouve eles e elas, mais elas que eles. E o Papa sabe que uma frase muito comum das mulheres junto aos maridos é – “Fala comigo”! O Papa não disse, mas eu digo: quando o casamento chega a esse ponto já acabou. Faz tempo!

Casais

O fogo do sexo foi um artifício de que se valeu a Natureza para aproximar homens e mulheres e os levar à reprodução, o que significa a perpetuação da espécie... Só que os toscos, os boçais do corpo físico, acham que é o sexo que une maridos e mulheres. Não é, sexo é o que mais acaba com os casamentos. Quando há companheirismo, aí mora o amor. E daí para o sexo é um nada. Para bem poucos...

Perdidas

Balanço do Corpo de Bombeiros no litoral catarinense até agora nos faz saber que mais de 1600 crianças já foram socorridas perdidas. Perdidas na praia? E as biscas dos pais? Por que não fazem trelinhas para as crianças e pulseirinhas de identidade? Qual nada, querem é bronzear o corpo das cabeças vazias, nulos...

Falta dizer

Toscos têm que aprender no “vapt” que “não é não”. Só o que faltava machos impotentes querendo se impor pela força, achando que são alguma coisa. Não é não para tudo. Se a ideia for levada adiante em toda as áreas sociais, os indevidos vão aprender o que é bom. Na salinha dos fundos da minha delegacia eles aprendem, aprendem, por exemplo, o que é “assédio” para nunca mais esquecer. “Aprendem”.

 

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