Vamos botar ordem no galpão, é bom e faz bem a todos. Antes de tudo, que não me venham “joaninhas” para dizer que “eu sou assim e não vou mudar”, “visto o que quero e não vou mudar”, “faço o que quero e não vou mudar” e burrices desse jaez. As pessoas (pessoas, eu disse) precisam se adequar às suas funções, momentos e lugares, sem chiados!

Nossa conversa de hoje é sobre inadequação da linguagem, de médicos, por exemplo. Em nome de uma discutível ciência, muitos médicos são grosseiros, senão, bobões, e ferem a esperança de muitas pessoas.

Deve fazer parte do tratamento médico a esperança, ninguém pode garantir que uma doença é fatal, sem cura. Quem disser isso é um asno. O que muitos chamam de milagres são simplesmente possibilidades ainda fora do entendimento da chamada “ciência”.

Ora, bolas, vou ensinar padre a rezar missa? Ou será que os que são “objetivos”, contundentes em seus prognósticos têm, na verdade, é medo de erro diagnóstico e perda de prestígio ao acalentar algo que mais tarde pode não dar certo? Esperança não se tira de ninguém, de ninguém. – “Ah, mas é meu jeito de ser e não vou mudar”! – Ah, não vais? Então, vais ver o que é bom para a tosse...

Faz algum tempo, “ouvi” um médico falando de tempo perdido na vida e das possibilidades de, em parte, recuperar esse tempo. Achei uma boa ele dizer isso, mas...

Deu um exemplo torto. O tal médico disse que se você tem, por exemplo, 50 anos e acha que até agora não viveu como gostaria, você pode recuperar parte desse tempo. E disse que – “Se você tem 50 anos, tem, presumidamente, mais 25 anos pela frente, é um bom tempo, dá para recuperar o tempo perdido...”.

Disse uma asneira. E se a pessoa que o ouviu já tiver esses 75 anos, o que vai pensar, que está para morrer? – Ah, Prates, mas o médico falou usando como referência a idade média de vida dos brasileiros! Médicos nunca devem falar em fim da vida, devem, isso sim, falar no elástico da vida, na possibilidade de puxarmos esse elástico e viver muito, até cansar...

Adequação, decência, compostura, competência, tudo passa pela fala. Aliás, fala, se queres que te conheça! Ou, então, cala-te e ter-te-ão por sábio...

Socorro

Acabei de ler, mais uma vez, a respeito da vida encurtada dos “homens” que se aposentam com saúde e não iniciam um novo trabalho, simplesmente estacionam diante de tudo. Vão viver menos, dizem as estatísticas. A vida vazia nos homens mata-os mais cedo. Já as mulheres, mesmo aposentadas, continuam na luta, cuidando da casa, dos filhos, dos maridos inúteis, vão à vizinhança, à igreja, mexem-se... Já os molengas, pijamas e pantufas. Vão pagar por isso.

Não

Em muitas emissoras de rádio havia na programação um teste, valia prêmios:  ouvinte ligava e tinha que dar respostas ao apresentador sem dizer a palavra “não”, se dissesse, perdia. Poucos passavam no teste. E lembrando do rádio, é bom lembrar que há muita gente dentro das empresas onde trabalham que vivem dizendo “não” a elas. São, seguramente, os que “não” irão longe... Mandriões.

Falta dizer

Filosofia barata? Não, uma verdade sacrossanta. É esta: se perdeste um amor, ele ou ela bateu asas, bah, melhor para ti. Tens a possibilidade real de achar, de encontrar alguém bem melhor, mas muito melhor. É crer e sair da casca... E depois, abrir um champanha...