Sempre que tenho um tempo livre ou preparo um chimarrão ou uma caipirinha... Quero dar asas à imaginação. E a imaginação é um voo sem escalas ou com escalas onde bem entendermos, a melhor das viagens.

Fiz isso há pouco. Dei giros sobre mim mesmo, pensando na alma gêmea. Já disse aqui que deve haver, imagino, uma chinesinha que deve ser meu par perdido na história dos tempos. Vou traduzir.

Diz a mitologia grega que no começo dos tempos éramos dois em um; todos nós. Homem e mulher no mesmo corpo, felizes e completos. Tínhamos duas cabeças, uma virada para lá e outra para cá, víamos tudo; tínhamos quatro pernas, quatro braços, éramos seres completos e ágeis.

Mas um desses seres de então se achou... Subiu aos céus, o Olimpo, e desafiou Zeus, o deus dos deuses. Zeus, furioso, pegou de uma espada e cortou ao meio o desaforado, jogando uma das metades no infinito do cosmos, e o empurrou de volta à Terra com o que sobrou.

Vem daí o nosso desespero por encontrar a nossa alma gêmea, isto é, alguém que nos complete, a nossa outra metade. Nunca duvidei disso, e olhe que o que acabei de tomar foi chimarrão.

Só seremos, felizes, penso, quando encontrarmos nossa alma gêmea, alguém que seja nós olhando para o outro lado. E como encontrar essa alminha? Difícil, muito difícil, mas possível. Ela existe. Onde ela está é que é o xis da questão.

Como disse, imagino, que lá nos canaviais chineses, perdida ao meio de outras tantas, deve haver uma chinesinha que é o meu outro lado... Mas como vou encontrá-la?

Claro que faço uso de uma linguagem simbólica, essa “chinesinha” bem que pode estar por aqui, pertinho, muito pertinho e nem eu nem ela sabemos disso. Mas que nossa alma gêmea existe, ah, existe.

E não é por outra razão que os casamentos ou duram pouco ou simplesmente se suportam, não são almas gêmeas, daquele tipo de um diz mata e o outro enforca... Claro, novamente, linguagem simbólica.

Zeus foi cruel, cortando-nos ao meio. Isso não se faz, Zeus, estamos sofrendo desde então. Mas os obstinados não desistem, sabem que quem procura, acha.

Ah, meu santo Zeus, por onde andará minha “chinesinha”? E Zeus me responde sádico: - Muito perto de ti, “seo” burro. Vale para você, leitora!

Crueldade

Desejo o pior para os amantes de rodeios ou para os que querem “silenciar” cachorros... A pior das minhas pragas.

Há pouco ouvi, outra vez, uma música gauchesca em que o sujeito canta – “Gosto de ver um potro se cortar na minha chilena (espora) para sentir o sopro do vento me esparramando a melena...”.

O estúpido fica feliz com o cavalo sangrando? O demônio espera pelos que maltratam animais...

Eles

Diz um consagrado livreiro brasileiro – “Os jovens escolhem livros pela capa e pelo (pouco) número de páginas”. Nem precisava dizer.

E é por isso que se multiplicam no Brasil “escritores” estúpidos que colocam palavrões no título dos livros, tipo – Fod...-se.

E nessas questões os “educadores” em Brasília não se metem? – Ah, sim, tens razão, não são leitores...

Falta dizer

Destaque em vários sites de jornalismo e variedades: - “Filho de “Fulanão” mostra relógio de R$ 230 mil”. O tal Fulanão é um big da televisão.

Agora me diga, por que um piá vai usar relógio desse valor? Para se mostrar, para “ser” pelo ter. Ganharia muito mais prestígio se dissesse – “Leio quatro livros por mês”... Coitados.

 

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