O Velho Chico a que me refiro é o Papa, leitora, é o Papa, bem capaz que eu fosse falar aqui de uma novela enjoada, bem capaz! E como o Papa é Francisco e tem idade, permito-me chamá-lo de Velho Chico... O Papa fez, dia destes, uma frase discutível, mas abriu a porta para uma verdade que mais cedo ou mais tarde será bem aceita pela Igreja: o divórcio. Mas o Papa que abra o olho, se continuar com a língua muito solta vai acabar sendo levado para o sanatório do Vaticano, como fizeram com o Papa Ratzinger. Eles não me enganam... Todos sabemos, ou devemos saber, que um dia um misógino da Igreja inventou que “não separe o homem o que Deus uniu”... O misógino queria casamentos para sempre, até que a morte separasse muitos que de há muito estavam de fato separados... A mais recente frase do Papa foi dizer que “O divórcio é um mal”. Errado, Chico, errado. O divórcio é um bem, o divórcio separa legalmente quem já estava separado. O mal não é o divórcio, o mal é a omissão dos pais nos “ajuntamentos” dos filhos, sim, porque hoje a maioria simplesmente se “ajunta”, pega os panos e leva para uma casa comum. Isso não é casamento, é sem-vergonhice que só interessa aos homens. Ou então que se chamem de “amantes”, de “amásios”, como o eram no passado. Erro não é o divórcio, erro é a pressa para os casamentos ou para os ajuntamentos, aí, sim, está um grande erro. E tudo feito em nome do amor, os levianos chamam “tesão” de amor. Desculpe-me, leitora, o chulismo, mas com certa gente só falando assim. Erro não está no divórcio, está em casar a mulher com um sujeito que só tem dinheiro ou status a lhe oferecer, mas ela aceita, é o que ela mais quer... O divórcio é sempre um bem, o mal está em permanecerem casados dois que mal se suportam. Ou então uma mulher buscar casamento apenas para fugir aos epítetos de solteirona, titia, encalhada, isso e mais aquilo, só o que faltava, mas é o que muitas fazem. Enfim, o velho Chico está errado, o divórcio não é um mal, é um santo remédio, isso sim.

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