Uma pergunta direta, leitora, hoje estou com pressa. Por favor, me responda: do que você precisa para viver?

- “Ai, Prates, que pergunta difícil, preciso de muita coisa”! Isso é o que todos dizem. Insisto, por favor, coloque num papel o de que você de fato precisa para viver!...

Sabes de onde me vem essa pergunta aparentemente louca, leitora? Vem da quarentena (fajuta) por que passamos.

Acabei de ler sobre pesquisa da Fundação Getúlio Vargas e fiquei sabendo que “80% dos consumidores só têm comprado o essencial”. Imagino que por duas razões: dinheiro curto e medo de perder o emprego.

São realidades incontestáveis entre nós nesse momento, só um estúpido sairia de casa para gastar com futilidades e lazeres externos à casa da família. Mas essa informação da FGV foi o que me levou, leitora, a lhe perguntar do que você precisa, ou precisaria, para viver.

É que faz alguns anos, li sobre um estudo de psicólogos americanos (só eles fazem isso) sobre o de que as pessoas precisariam para viver o resto da vida numa ilha no caso de terem sobrevivido a um naufrágio no meio de um oceano.

Cada um sobreviveria sozinho numa ilha para o resto da vida. E a pesquisa americana levou 30 jovens e adultos para um supermercado, um supermercado de 85 mil itens, todo tipo de produtos à disposição.

Os pesquisados só poderiam escolher 15 itens, com os quais teriam que viver o resto da vida, esses produtos “magicamente” nunca acabariam. Liberados no supermercado, os pesquisados avançaram sobre cinco ou seis produtos de necessidades imediatas, digamos, arroz, feijão, carne, pão...

Depois de oito ou nove escolhas pararam, começaram a pensar e foi “difícil” completar a lista. Era o que os pesquisadores queriam comprovar: precisamos de muito pouco para viver.

Agora imaginemos nós, aqui fora, com tudo do bom e do melhor. É um gasto insano atrás do outro e é por isso que só 4% dos brasileiros têm poupança no banco. Você precisa de muito pouco para viver, leitora. E eu também e toda a torcida do Barcelona...

Quem tem um “dinheirinho” poupado neste momento tem mais vida que a maioria. Maioria que vive se prometendo mudar e poupar, mas isso só na passagem de ano, 31 de dezembro. A pandemia não é de Coronavírus, a pandemia é de estupidez.

História

Ontem, num documentário de televisão mostravam a cidade de Santarém, no Pará. Conheço-a bem pelas palestras que fiz na Universidade Luterana de lá.

A certa altura do documentário, o narrador diz que ali viviam os índios Tapajós. E que foram dizimados pelos colonizadores europeus... Que colonizadores? De onde vieram os assassinos? Isso não foi dito. Malditos “colonizadores”!

Povinho

Só por magia o povinho do Brasil chegará à luz da “Independência” e grandeza... A manchete é de antes da crise, imagino depois o que não virá.

Ouça esta: - “Literatura simplificada é polêmica nas escolas”. Educadores e escritores broncos dizem que o vocabulário da literatura brasileira é muito elevado para o entendimento das crianças e adolescentes, querem torná-lo popular.

Falta dizer

Sobre a literatura de Machado de Assis e José de Alencar uma escritora, que defende uma linguagem adaptada desses autores, diz que muitas vezes temos que procurar palavras no dicionário...

E não é esse o caminho para o crescimento, “analfa”? É esse tipo de gente miúda que mais anda por aí, querem literatura de para-choque de caminhão.

 

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