Conversei com três amigos às últimas horas. Um deles do Rio de Janeiro, o outro de São Paulo e o terceiro daqui mesmo, catarinense. Conversa por telefone, em momentos diferentes.

Observei um traço comum na fala dos meus amigos: medo. Medo de tudo um pouco, mas, sobretudo, medo de ver o emprego balançar. Balançar é uma palavra flexível...

Esses medos começaram a aparecer na quarentena, quando muito de nossas vidas mudaram, estão mudando ou vão mudar. Será?

Na conversa com os parceiros, lembrei-me de contar a eles a história do gaviãozinho que foi abandonado pela mãe e acolhido por um grupo de galinhas. Crescendo entre as galinhas, o gaviãozinho não voava e tinha até medo de ver as aves no céu, voando.

O tempo foi passando e o gaviãozinho ali, ciscando entre as galinhas, se arrastando pelo chão. Até que uma galinha-vovó decidiu conversar mais de perto com o gaviãozinho. Disse a ele que ele podia e devia voar. Mas o gaviãozinho dizia que não, que não sabia voar e tinha medo.

A galinha-vó levou o gaviãozinho para o alto de uma montanha, distraiu-o como podia e em dado momento o empurrou o da montanha...

E, luzes, o gaviãozinho saiu voando para nunca mais voltar, dono do céu... Contei essa história infantil e abobada para os meus amigos para dar-lhes ânimo. Mas é isso mesmo, somos todos potencialmente muito mais do que fazemos ou pensamos poder fazer.

O que nos falta, mais das vezes, é um “empurrão”, e os empurrões em nossas vidas costumam aparecer de modo transverso, disfarçados ou nem tanto, na cara de pau mesmo: - “Toma, cria vergonha, voa”!

Talvez seja o momento por que estejas a passar, leitora, não sei, pode ser. Medos e indecisões travam.

Agora vou dar uma de “coach” de porta de rodoviária: Tudo pode ser e tudo pode não ser na nossa vida, mas... Há dentro de todos nós uma jazida de valores a ser descoberta, uma jazida para uma vida melhor e mais rica, vida que só vai ser descoberta depois que uma “galinha-vó” nos empurre da montanha das seguranças e dos confortos; que de confortos, mais das vezes, tem muito pouco. Voe.

Eu estou procurando uma galinha-vó...

Valores

Quando os antigos diziam que “tudo são vaidades e correr atrás do vento” deixaram dúvidas. O que é correr atrás do vento? É o que fazemos na vida, buscando mais e mais e mais? Buscando o ter para o ser, quando o ser dispensa o ter? E as vaidades na vida, onde são deixadas? No jazigo.

– Ah, mas valeu enquanto valeu! Os que dizem isso sabem que não valeu. O que vale é a inteligência do desapego e o viver no aqui e agora. Tudo o mais são vaidades e correr atrás do vento.

Armas

Exceção às mulheres policiais, quantas mulheres você conhece que andam por aí com armas na bolsa?

Agora imagine quantos boçais não vão andar armados se a liberação for ampla, geral e irrestrita, como uns e outros propõem?

E não me desmintam, ponham antes a viola no saco! Vai ser uma mortandade de inocentes, maioria, é claro, de mulheres... Sutil? Nem um pouco...

Falta dizer

Alguns utopistas andam dizendo que muita coisa vai mudar no comportamento das pessoas depois desta crise por que passamos... Vai nada.

Os embrutecidos da mente, maioria, e especialmente classe média e daí para cima, vão continuar repetindo suas promiscuidades e desrespeitos.

Não se educam mais os que não foram educados na primeira infância... Colham!

 

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