Você, leitora, leitor, tem hoje mais poderes que o mais poderoso rei ou rainha dos tempos antigos, muito mais. – Ah, Prates, não digas bobagens! Não estou dizendo bobagens, digo a mais santa das verdades.

Imagine, por exemplo, a rainha coçando a cabeça, ou o rei, sem saber exatamente da distância do próximo reino, dos inimigos, digamos. E nesse momento, você chegaria perto desse rei ou rainha, tiraria o celular do bolso, faria a pergunta sobre a distância em quilômetros do tal reino procurado e o celular daria a rápida resposta.

O que pensaria a rainha ou o rei, falo dos bem antigos reis e rainhas... O que diriam ouvindo a resposta dada por um objeto? Enlouqueceriam.

Pois é, os poderosos do passado tinham o poder dos cavalos, das lanças, dos aríetes, das espadas e por aí ficavam. Nós hoje temos uma tecnologia tão apurada que você e eu, leitora, leitor, não temos a mínima ideia de até onde ela pode ir...

Todavia, mesmo com todas estas conquistas, andamos de quatro do ponto de vista moral e emocional. O mundo nunca foi tão péssimo em “felicidades” quanto hoje. Paradoxo?

Quem não sabe que o poder material, que as posses financeiras não nos garantem saúde, bem-estar e, mais que tudo, felicidade?

Andamos rastejando a procura da felicidade. E ela está cada vez mais longe, quando mais devia estar perto, afinal, se formos inteligentes vamos fazer menos força e trabalhar “menos” para termos muito mais que os antigos passavam pela vida sem ter.

Todos os dias ficamos sabendo sobre internações “psiquiátricas” de pessoas “famosas” e financeiramente bem-sucedidas. Não é estranho? Para quem sabe pensar, não, não é estranho.

Quantos casamentos felizes você conhece, leitora? Felizes, eu disse; não desses casamentinhos que andam por aí, mais das vezes um mero ajuntamento? Duvido que você conheça um, posto que todos digam que sim, que são felizes com ele ou com ela... Mentirosos!

O mundo vive a maior de todas as trevas de felicidade de todos os tempos, não se vê a felicidade, não se a vê em nós mesmos e menos ainda nos outros, ainda que esses outros vivam mentindo. E você sabe disso, sabe pelas falsas, ordinárias e mentirosas redes sociais.

Paciência. A luz da felicidade está sempre na palma da nossa mão, mas só a vemos nas mãos dos outros. Tapados trevosos.

Convívio

Já se sabe que o convívio mata o mito. Aquela figura muito desejada depois de alguns dias ao nosso lado, puft, perde todo o encanto, ou muito dele.

Vale para as “quarentenas”, elas tornam palpável uma verdade que muitos não querem admitir: não há amor. A quarentena, à meia-boca, tem sido um teste para casais. Um ao lado do outro, que bom!

Que bom? Onde isso? A “quarentena” puxa as máscaras do falso amor.

Campeões

Quarentenas, de qualquer sorte, são naturais para os vencedores na vida, para os campeões olímpicos, por exemplo.

Eles sabem que precisam viver na disciplina, no cumprimento das leis de aperfeiçoamentos continuados, sabem que precisam abster-se de falsos lazeres e futilidades próprias dos perdedores, o grande rebanho humano.

Quantos campeões olímpicos você conhece? E quantos que rangem dentes você conhece? Alô, multidões!

Falta dizer

Os inteligentes sabem que quando falamos de “vencedores” ou mesmo de campeões olímpicos estamos falando, mais das vezes, num sentido figurado.

Qualquer um pode ser campeão “mundial” de si mesmo, vencer-se todos os dias numa certa disciplina e objetivos.

Claro que é coisa de poucos, ainda que possa ser de todos. Todos podemos vencer em alguma coisa... Você venceu?

 

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