Se os olhos que agora estiverem nestas linhas forem de mulher, por favor, não vire a página, não vou falar de futebol. Vou, isso sim, mais uma vez, me valer de um exemplo do futebol para conversar com toda gente. Obrigado, leitora.

É o seguinte. Os times brasileiros voltaram às atividades após o período de férias. Acontece que num dos grandes times do futebol brasileiro há um treinador estrangeiro e ele ficou “tiririca” da vida ao constatar que muitos dos jogadores voltaram das férias acima do peso, coisa de três, quatro quilos, o que para um atleta é mais que uma arroba...

Alguém pode dizer – e é aqui que o assunto se abre para toda gente – que os jogadores estavam de férias, precisavam aproveitá-las e que o sobrepeso com que voltaram aos treinos é coisa natural, afinal, o descanso engorda...

Não, o descanso só engorda os desatentos, os irresponsáveis. E aqui a conversa é para todos nós. Todos temos que ter cautelas e respeito pelo trabalho que fazemos e com as empresas que nos acolhem. Então por que alguém está de férias vai andar por aí chutando latas de lixo?

Vai andar de qualquer jeito, roupas provocantes ou inadequadas, deixando-se fotografar com garrafas na mão, mesmo que seja num clube ou na beira da praia? Tudo o que possa diminuir ou abalar a imagem pessoal ou da empresa que contrata a pessoa pode causar problemas e constrangimentos.

No caso de um atleta, será que o sujeito não sabe que o peso é para ele tão importante quanto o ar que ele respira? Será que não sabe que bebidas alcoólicas minam a estrutura do corpo?

Vale para todos nós, todos somos “atletas” de uma atividade ou de uma empresa. Comportar-se corretamente é saudável e obrigação de todos nós. Obrigação. Sem essa de estou de folga ou de férias, sem essa. Ou será, por exemplo, que algum marido por estar viajando e do outro lado do mundo justifica-se para trair a mulher? Não é a ocasião que faz o ladrão, como muitos dizem, a ocasião “revela” o ladrão, isso sim...

No meu time, seja de futebol ou de trabalho na empresa, comportou-se mal fora das “quatro linhas” vai para o banco, para a reserva e de lá só sairá quando comprovar estar plenamente recuperado... Ordinários.

Engano

Formidável equívoco humano o de pensar que somos livres. Há quem diga, sim, sou livre, escolho e faço o que quero! Desatinados. Nada de nossas escolhas são nossas, de livre-arbítrio. Tudo o que decidimos e escolhemos, tudo o que somos vem ou dos genes, não há como escapar, ou vem dos condicionamentos da educação que nos deram. A personalidade de uma criança é formada até aos 5 ou seis anos, no máximo. Depois disso, adeus, tia Chica. Vamos escolher e decidir pelo nosso inconsciente da primeiríssima infância. Não somos livres.

Desleixo

Não, não me venham com a desculpa de que é verão. Insuportáveis os “turistas” de bolsos furados e mal-educados que andam pelos shoppings e supermercados em Florianópolis arrastando chinelos, num leque-leque insuportável. E insuportáveis as crianças “ingênuas” que andam com eles pegando caixinhas de suco, bebendo e largando as caixinhas num canto, “esquecendo” de pagar. Levar essa gentalha para a salinha dos fundos do supermercado... Levar todos e...ó, nunca mais esqueceriam. Ordinários.

Falta dizer

Muita gente trabalha de graça recebendo salário. Como? Gastam tudo o que ganham em futilidades e irresponsabilidades, estão sempre com a corda no pescoço, e se queixando do salário, da empresa ou da vida. Fúteis do nada.