Tenho razões fortes para a nossa conversa de hoje. Antes, preciso dizer que se por um “milagre” você for uma pessoa jovem, de uns 16, 17, 18 anos, a conversa é uma luva para você. Mas só por milagre, você que agora esta me “ouvindo”, será esse jovem, ele ou ela, a me ouvir.

Os jovens abobados, que se achando modernos, se achando os tais, não leem jornal, e por isso andam na traseira dos “nerds”, dos que lhes vão ser os chefes num futuro não muito distante.

Dito isso, se você for jovem, saiba que vai precisar casar, não terá escapatória, terá que casar e, olhe, não pode esperar muito, com 16, 17, 18 anos já tem que estar se coçando para o casamento.

Ah, claro, quase esqueço, terá que casar e logo, logo, com um trabalho, uma carreira, uma profissão, não vai ficar escorado no muro da família ganhando vantagens até babar na roupa... Duas razões para dizer o que digo.

A primeira é que o Brasil está na UTI econômica, estado gravíssimo, coisa que os entrincheirados nas vantagens do poder negam. Dessa UTI econômica resulta que o emprego vai ser tão raro quanto neve no deserto do Saara...

E se não houver “amor” no casamento da pessoa com o seu trabalho, vai ser muito difícil ter vagas no mercado. É que os que casam por amor com uma atividade são mais motivados, saem mais cedo da cama, dormem mais tarde e nunca se dão por satisfeitos com suas proficiências.

Exatamente o de que precisa um mercado em agonia. Se os europeus estão dizendo que a economia deles vai precisar de no mínimo uns cinco anos para voltar a ser o que foi nos bons tempos, o que dizer de nós?

Falando disso, lembro-me de uma frase atribuída a Blaise Pascal, filósofo e matemático francês, que “casa” com o que penso: - “A coisa mais importante para toda a vida é a escolha da profissão”.

Será que os jovens sonsos, maioria escandalosa que anda por aí, concordam? Claro que não, eles querem vida boa, fácil, entrar em certas áreas do serviço público, virar político ou dar algum golpe do baú por aí...

Casar com uma profissão, suar por ela, honrá-la, nunca tirar a aliança do dedo e ser feliz nesse casamento é para poucos, ainda que seja para todos.

Felicidade

Espertalhões religiosos já disseram que a felicidade não é deste mundo, e com isso eles nos podem facilitar o caminho para a felicidade “eterna”, pós-morte. Baita embuste.

Ninguém sabe, para os outros, o caminho para a felicidade. Ou nós mesmos, individualmente, criamos esse caminho ou ninguém mais. E do que precisas para ser feliz? De nada nem de ninguém, só de você mesmo. Agora, estou falando comigo.

Bolos

Não posso acreditar, vejo imagens ou pessoas me contam de festinhas de aniversário, de crianças e adultos. E continuam, estupidamente, a assoprar as velas sobre os bolos.

Não sabem que o assopro joga perdigotos imundos das bocas? Imundos. E todos vão comer aquela sujeira depois? Francamente! Pensei que pelo menos nisso a pandemia tinha ensinado alguma coisa.

Falta dizer

Durante muito tempo não dei muita bola às pregações do educador Paulo Freire. Lembrei-me dele, todavia, ao ler uma frase de reajustar as velas do pensar.

A frase diz que – “A função da educação pública é tornar o povo indócil e difícil de governar”. Hummm! É do que o Brasil mais precisa! Caso contrário, vai continuar manada...

 

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