Todos nós um dia vivemos no “paraíso”, o ventre da mãe. Não nos faltava nada, temperatura adequada, comidinha ao tempo e à hora, e tempo livre para dormir, sem compromissos. Mas...

Como em tudo na vida, o bom acaba, acaba quando nascemos. Daí para frente é só encrenca, a primeira delas, aliás, a que vai ficar conosco para sempre, é o amanhã. O que será o amanhã? Todos nós nascemos intuindo que há diante de nós um ponto final.

E quando será esse ponto final? Dúvida das dúvidas. O amanhã, o futuro, poderá ser daqui a alguns poucos minutos ou daqui a várias décadas, vai saber...

Vem dessa inquietação a chamada angústia vital, a que nos acompanha do berço ao ponto final. E em função dessa angústia surgiram os videntes, os astrólogos, as cartomantes, os adivinhos, enfim. Mas será mesmo que eles têm esse poder?

Não, não tem, mas afirmam que sim, tudo pela observação dos astros, das conchinhas sobre a mesa das vidências, dos jogos de cartas, de tudo que inventamos para ter paz ou saber do que vamos ter que enfrentar.

Nunca haverá uma trégua. E desse inferno em que vivemos diante do insondável amanhã, acabo de ler esta manchete: - “Astrólogas estão sem tempo livre em suas agendas”.

Tudo agora em razão da pandemia. Será só por isso? A pandemia é pretexto. E sabes, leitora, quem mais procura por esses videntes? As classes A e B, as que mais deviam ter consciência da nossa impossibilidade de saber do amanhã.

Garantia, garantia, não temos de nada, mas as pessoas se obstinam. Já disse aqui sobre o que nos inquieta no amanhã, num amanhã, é claro, que começa no hoje.

O que nos inquieta são questões de saúde, própria ou de alguém próximo, questões de trabalho, e o que de fato move montanhas: querer saber do amor, dele ou dela. Será que ela ou ele me ama? Será que não me trai?

Refinada estupidez, afinal, quem ama não trai; quem ama, eu disse. Bem poucos. E trair, você sabe, bem que pode ser uma vivência diária, quase permanente, pelo pensamento. Bah, impossível evitar.

A pessoa pode estar na cama com o rei ou com a rainha, mas pensando num tosco ou numa lambisgoia ali da esquina. Melhor é não saber de nada. Que tal viver o hoje, leitora?

Dinheiro

Se eu fosse conselheiro matrimonial, a primeira advertência que faria aos pombinhos era de jamais ter conta conjunta no banco. Que cada um cuide do seu dinheiro, conta conjunta é rolo na certa.

Sempre há um “desatento” para pôr a mão no dinheiro alheio, avançando o sinal. Que cada um decida por suas contas ou partilhas. E não esquecer que dinheiro no casamento é mais importante que sexo, muito mais.

Cavalo

Dia destes. A manchete dizia que “cavalo que puxava charrete turística morre em dia escaldante na Itália”. O que eu queria ver era a cara das bestas que andavam na charrete, isso é o que eu queria ver.

O tosco tem que ser um lixo humano para se divertir à custa do sofrimento de um bicho indefeso. Mas o que é dessa gentalha está guardado, ah, está...

Falta dizer

Tenho ouvido muitos estultos falarem mal das vacinas. É guardar o nome deles e quando estiverem com a corda no pescoço, precisando de ajuda, que lhes seja jogada na cara a estupidez que um dia disseram.

Isso sem falar dos “velhos” que dizem que vacinas não fazem efeito e que são usadas para matá-los. Os estúpidos vão colher...

 

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