Como diziam os antigos, não há nada de novo abaixo do sol, o que é já foi e o que foi será. Se alguém tiver
dúvidas que assista a um telejornal ou pegue um jornal, do dia que for, pode ser um exemplar de 90 anos... O que mudará serão os nomes, os endereços e pouco mais.

Tudo igual. Mesmo assim, busco novidades. Peguei um jornalão de São Paulo e fui para o Caderno de Empregos, onde sempre há algo sobre carreiras, trabalho, essas coisas. Fui e dei de cara com esta manchete: - “Dicas para harmonizar carreira e bem-estar”. Interessou-me, faço muito uso dessas observações em minhas palestras em empresas, mas... Como é difícil achar uma novidade.

Nesse artigo o autor escreveu que “Todos devemos entender os nossos limites (no trabalho) e onde está a nossa felicidade”. Parei de ler como quem dá uma freada brusca no trânsito. Essa expressão – onde está a nossa felicidade - é de entortar o bico do ganso. Como se alguém até hoje soubesse onde está a sua própria felicidade. Nossa relação com a felicidade costuma ser muito estúpida. Colocamos a felicidade sempre no lá e no então, você sabe disso.

Vivemos colocando a nossa felicidade lá, em outro lugar, e então, em outro momento, no futuro. Nunca no aqui e agora. E o pior de tudo, quando magicamente chegamos a esse remoto e hipotético lá e então, descobrimos que
a felicidade não está mais lá...

Vale para os milhões de casamentos realizados sob o fogo do falso amor. E isso sem falar que felicidade provoca sentimentos de culpa. Quando uma pessoa se dá por feliz, logo em seguida ela começa a olhar para os lados: - “O que vão pensar, imagina, eu feliz”! Junto a esse sentimento de estranha inquietação vem outro: - Ah, meu Deus, será que eu mereço tanta felicidade? Seja como for, todo piscar de olho que damos visa à felicidade. Matar-se é busca da felicidade...

Sei que essa ideia aterroriza, paciência, mas é a mais sacrossanta das verdades. Não achando outra saída, a pessoa se mata...
Foi a melhor saída encontrada. Já disse, cansativas vezes, a Psicologia é bruxa má, nada tem de fada madrinha, ela não nos chega para deixar “felizes”, mas para nos mostrar a verdade. E a verdade não produz felicidade, não as nossas verdades. Bem sabemos...!