Não é o dinheiro que faz as pessoas diferentes, grandes ou pequenas, o dinheiro pode ajudar, mas ajuda só até ali na esquina... No mais é uma questão pessoal, modo de ver a vida, percepções e reações. Pensamentos, digamos.

Fico um pouco constrangido de ter que repetir, dia sim, dia não, que somos o que pensamos. Sem o pensamento ninguém sente medo, solidão, inseguranças, menoscabos, nada...

Fiz estas voltas no quarteirão de sua paciência, leitora, porque acabei de ler duas declarações. De certo modo, ambas se confundiam. A declaração de um mendigo e a de uma ricaça, opa, desculpe, os ordinários do politicamente correto não dizem mais mendigos, dizem – moradores em situação de rua. Hipócritas.

O mendigo, encontrado por um agente de saúde debaixo de uma marquise em São Paulo, foi perguntado se estava se sentindo bem de saúde, que tal uma vacina... E o mendigo respondeu que para ele tanto faz quanto tanto fez, ele não tem casa, ninguém espera por ele...

E a ricaça, que se acha linda, está grávida e é casada com um cara que fez várias novelas famosas, e ela se queixa de ansiedade em razão da quarentena. Pobre bicho!

O mendigo disse que a saúde para ele tanto faz quanto tanto fez, que ele não tem casa e “ninguém espera por mim”. É mendigo e estúpido, ninguém precisa de ninguém num sentido absoluto da vida, nascemos sozinhos e vamos subir ou, - mais provável – descer sozinhos...

Somos nós que temos que nos dar companhia, somos nós que temos que ser o nosso melhor amigo, e esse amigo está sempre esperando por nós. Ou isso, ou a mendicidade de depender de afetos alheios, estranhos e fugazes.

Já a abobada-da-enchente, casada com um “famoso” das novelas, mora numa mansão, uma casa de cinema, mas... Queixa-se de ansiedade.

Ansiedade é medo, já disse isso várias vezes. Medo do vago, do incerto, do não sabido, inseguranças, enfim. Ansiedade é coisa típica dos vacilantes, dos inseguros, e para esses não importa a casa, a mansão, o saldo bancário, são medrosos.

Fico imaginando se essa idiota morasse num barraquinho... Verdade, você tem razão, leitora, talvez fosse feliz, verdade. E assim como essa abobada e o mendigo há multidões por aí. Maioria mesmo.

Frase

No livro “Tormenta”, sobre o primeiro ano de governo de Bolsonaro, um filósofo, a certa altura, diz que – “Não se deve combater o oponente com ideias, mas com investidas destinadas a desmoralizá-lo”.

Depende do caráter do “atacante” e do passado do “atacado”. Se o ataque for uma mentira, não se discute, dá-se um jeito no ofensor, à moda dos galpões... Combates têm regras.

Acusaste de modo infamante e mentiroso? Nunca mais tu vais falar, nunca...

Tempos

Quem encontrar a vergonha por aí, por favor, ligue logo para um hospital psiquiátrico, a pessoa deve estar sem um parafuso...

Nos Estados Unidos, uma mulher, assistente social, criou máscaras de proteção ao coronavírus com um tecido repleto de desenhos de “pênis”. Isso mesmo. O rostinho dela fica coberto de pênis... E depois me anunciam nas rádios como “polêmico”.

Pensando bem, de fato, quem está com um parafuso a menos sou eu... – Ah, e a moça está vendendo máscaras como nunca... Notícia do UOL.

Falta dizer

De fato, fim dos tempos... Uma apresentadora da CNN ao entrevistar um economista pediu licença para chamá-lo de “senhor”. O homem até estranhou.

Mas agora é assim, os entrevistados, as pessoas, são chamadas de tu, cara, você... Distância e respeito, onde? Eduquemos as crianças!

 

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