Desculpe-me, hoje estou um pouco atrasado, então, permita-lhe de imediato fazer uma pergunta, vamos ganhar tempo: –

“Diga-me, o que se esconde atrás da cortina do hoje”? Se você responder o amanhã, desculpe-me outra vez, ninguém poderá jamais afirmar que vai existir o amanhã. Vamos clarear o assunto.

Dou-lhe alguns minutos para você imaginar cinco pessoas absolutamente poderosas sobre a Terra, pode começar pelo Papa, passar pela Rainha da Inglaterra, quem for... Pensaste nas cinco pessoas?

Pois lhe garanto que nenhuma delas pode afirmar um centímetro de certeza sobre o amanhã, ninguém jamais o pôde, jamais poderá...

Vim até aqui, e olhe que eu estou com pressa, sem ter dito ainda o que me traz até você.

Digo agora, os filhos. Para muitos, filhos são uma loteria premiada na vida. Nem todos pensam assim, mas vamos dar de barato que um filho seja de fato uma benção na vida na nossa vida do aqui e agora e também na nossa vida de “amanhã”. Certo? Negativo.

Um filho pode ser um tiro no pé, ruim, maldoso, chato, desagradável, insuportável mesmo, e ainda que tenha ido para boas escolas. Essa loteria, a dos filhos, é muito arriscada.

Acabo de ler a história de um sujeito bem conhecido do mundo da televisão e do cinema brasileiro, aposto que você o conhece.

Ele tem quase 80 anos e quatro filhos, três homens e uma mulher, todos fortes, trabalhando, mas... Teve que pegar o que era dele e se mandar para um asilo, uma conhecida casa de acolhimento para artistas que não têm arrimos de família.

Diga- me se tem cabimento, o sujeito tem quatro filhos fortes, saudáveis, mas nenhum deles quis abrigar, acolher mais de perto o pai. Enquanto isso, conheço um sujeito que mora longe daqui, mas é daqui, e de igual modo tem quatro filhos, mas...

Só o filho adotado ficou perto dele e da mãe. Os filhos “verdadeiros” deram no pé, foram “fazer a vida” bem longe dos pais.

O filho adotado ficou, estudou da mesma ciência do pai, o ajuda como ninguém e o ama como os filhos “verdadeiros” aparentemente não o fazem.

Filhos? Bilhete de loteria, bah, bilhetes, mais das vezes, “brancos”... Ninguém sabe do amanhã. Uma criança adotada bem que pode ser “o amanhã” dos pais, o amanhã da felicidade.

Pesadelo

Faço força para exorcizar o pesadelo, mandá-lo às favas. Mas ele é persistente, bate à porta. Queres ver?

Ouça esta manchete, desta semana: - “Livraria Saraiva vai fechar mais 11 lojas por crise”!

Crise, suponho, é para todos, como é que não há crise para a venda de games eletrônicos? Porque os broncos são maioria, para eles livro dá urticária. Merecem o “tapa” que estão levando...

Horror

Se você quiser saber que como está o Brasil em (in)segurança pública, em crimes horrendos de toda sorte, levante um pouco mais cedo e ligue na Record TV, no Balanço Geral que começa às 5:00.

É de não acreditar, tudo diante de câmeras, os atrevidos não têm medo de polícia e menos ainda da Justiça. Barbarismos.

Quando não há “chefia”, há a bandalheira que faz vítimas irreparáveis. É só comprovar!

Falta dizer

Gostaria de saber dos pais, diante destas “férias” alongadas das crianças e adolescentes, quantos livros os filhos leram, quantas lições fizeram todos os dias em casa...

Como vão fazer se os pais, por maioria, são umas bitolas estreitas? Depois se queixam da sorte, criam mandriões folgados, vadios “ativistas”. Tens razão, frutos não caem longe do pé, tens razão!

 

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