É isso mesmo, algumas pessoas não “acordam” para a vida nem apanhando... Já outras, com um simples empurrãozinho decolam, voam para o sucesso. E todos nós estamos entre um ponto e outro, todos.

Há uma historinha que bem ilustra esses dois tipos humanos, os que não acordam nem caindo da cama e os que acordam com um assopro...

A historinha conta da passagem de um filósofo por uma região montanhosa, remota, raras pessoas por perto. O filósofo andava pela região pensando, especulando, tentando chegar às razões da vida... Andou, cansou, sentiu fome e... vislumbrou ao longe uma pequena cabana. Foi até ela. E foi recebido por um casal de camponeses muito pobres, mas simpáticos e agradáveis na recepção ao visitante cansado e faminto. O casal fez o que pode para alegrar e alimentar o filósofo.

Enquanto era bem servido, o filósofo fazia perguntas: - Do que vocês vivem? E ouviu do casal que eles viviam de uma vaquinha, presa ao lado da casa. A vaquinha dava o leite de que o casal precisava, manteiga e algum queijinho. Isso era tudo, o casal vivia da vaquinha.

O filósofo agradeceu as gentilezas e partiu, mas... Partiu com uma ideia: ajudar o casal. Deixou a noite cair e furtivamente voltou à casa dos roceiros pobres. Libertou a vaquinha da corda e a levou para muito longe, nunca mais a vaquinha voltaria ou seria encontrada. Feito isso, o filósofo sumiu. O casal quando descobriu que a vaquinha tinha “fugido” quase enlouqueceu, mas... fazer o quê?

Passado alguns anos, o filósofo voltou à região onde moravam os roceiros pobres e a vaquinha que lhes era o único provento. Olhou de longe e não viu mais o casebre pobre, viu uma pequena mansão, quase palacete. “Curioso”, o filósofo foi até lá e... descobriu que quem morava naquele casarão era o antigo casal de roceiros pobres. O que houve? A falta da vaquinha fez o casal “decolar” para ganhar a vida, tornaram-se criativos e ousados, afinal, precisavam sobreviver. E enriqueceram.

O filósofo ouviu tudo e piscou para ele mesmo: essa fora a sua intenção ao dar sumiço à vaquinha. Ele sabia que o casal cresceria premido pela necessidade... Como, aliás, fazemos muitos de nós, só levantamos da cadeira do conforto quando um prego da vida nos cutuca o traseiro... O filósofo sabia das coisas...

Porquinho

Neste mundo de gente idiota, pais e mães, especialmente, incentivar as crianças à poupança, dar a elas um cofrinho/porquinho de plástico, é coisa do tempo antigo, dizem os beócios. É na infância que se faz a semeadura da educação financeira, ademais, um “porquinho/poupança” não tira pedaços de ninguém, só faz bem às crianças. Mas vá dizer isso aos paspalhos que andam por aí travestidos de genitores... Vão ter filhos perdulários, senão, drogados...

Razão

Dizer a verdade virou preconceito ou discriminação...  Nelson Rodrigues, (1912-1980) o inesquecível colunista e dramaturgo brasileiro, um dia escreveu que – “Quando o sujeito é uma besta e não é capaz de fazer nada, faz filhos”. Tive um parente muito, muito próximo, que fez 12 filhos. O diacho é que as pobres e sem voz mulheres do passado não tinham defesa e nem quem as defendesse. Nelson, gênio!

Falta dizer

Empresa americana de bem-estar no trabalho – Cloud, Cover Music – diz que – “Música instrumental é trilha perfeita para manter concentração no trabalho”. Acrescento: concentração e saúde. Lojas, supermercados e restaurantes tocam “ruídos” insuportáveis que irritam, elevam a pressão arterial, enfurecem as pessoas e ninguém se dá conta. Que povinho tosco e de mau-gosto. Vou e... não volto mais, vão aprender o que é bom na vida, toscos.