Faz pouco, tive vontade de jogar o computador pela janela, enfiar as mãos no bolso e sair por aí, cantando o Hino dos Revoltados, sem olhar para trás. Uma fúria.

Razão? Uma infelicidade existencial de uma mulher que eu não conhecia, mas... Que fiquei conhecendo na infelicidade fatal dela. Infelicidade fatal, como é isso? A morte.

Essa mulher, Becky Mullen, de 55 anos, jovem, ativa, linda, atriz americana de cinema e lutadora de telecatch morreu semana passada. Quando li a manchete sobre ela, fui aos detalhes, afinal, tão jovem, tão aparentemente saudável, o que houve?

Ela fora diagnosticada em outubro passado com câncer avançado no fígado. E na hora da descoberta da doença, na lata, sem pejos, médicos disseram a ela que sua sobrevida era de pouquíssimo tempo. E foi, morreu nove meses depois, semana passada.

Diagnóstico “perfeito”, certo? Erradíssimo, e aqui a razão da minha fúria. Nenhum capadócio tem o direito dessa objetividade tacanha, mesquinha, bruta, insensível e estúpida de dizer a alguém, na cara, que esse alguém tem pouco tempo de vida.

Pode até ser o anjo da guarda da pessoa a fazer o diagnóstico, mas isso nunca se deve dizer. Quantas vezes já falei disso aqui? Se a pessoa tem, “presumidamente”, pouco tempo de vida, vai adiantar alguma coisa dizer isso a ela?

Ademais, há provas de sobejo conhecidas no mundo da ciência médica, dos curadores, de pessoas que não deram ouvidos aos prognósticos e passaram lépidas pelo diagnóstico diabólico.

Diabólico sim, quem faz esses diagnósticos na cara do paciente tem relação com o demônio. Não se mata a esperança de ninguém, nunca, jamais. Além disso, qual a vantagem de dizer a uma pessoa que ela tem pouco tempo de vida, qual?

Estudo sobre esses casos desde bem antes de ter feito Psicologia, casos encantadores de pessoas que tinham o sinal da cruz da extrema-unção feito em suas testas, iam morrer “daqui a pouco”, e não morreram.

A fé é a melhor medicação de que uma pessoa se pode valer diante de qualquer dificuldade, fé pessoal, sua, de suas entranhas ou até mesmo religiosa, essa fé cura, tem poderes milagrosos. E aí vem alguém e joga água na esperança dessa possível fé?

Aos demônios com esse tipo de gente, doutores, religiosos, o diabo, quem for. Pobre da Becky Mullen, morreu antes da esperança.

Língua

Descuido ou ignorância, crime não é. Falo da linguagem. O ministro da “educação” disse num seu discurso – haja visto. O correto é haja vista. Passou? Não para mim.

Agora, acabo de ler que o romance de um famoso ator de novelas de televisão e de uma campeã de judô foi “platônico”, querendo dizer fulminante. Erradíssimo.

Amor platônico é amor que não tem desejo de posse, é amor à distância. Descuidos ou ignorância?

Dinheiro

Muita gente se acomodando no momento por que passamos para não pagar contas em dia, classe média especialmente.

Vão se dar mal, contas acumuladas acabam em “divórcio”. Melhor é cortar gastos, tudo o que for possível, caso contrário não se queixem, crédito fechado e SPC batendo à porta. Irresponsabilidade não se justifica.

Falta dizer

Os jovens estão hoje num abandono geral. Chamam de “influencers” a ordinários analfabetos, quando “influencers” deviam ser os pais, mas esses andam mais rasteiros que ratos de bueiro...

Sobram os professores, esses, em alguns casos, são os “influencers” mais lembrados ao longo da vida, mas que o sejam para o bem. E o que fazem os de plantão em Brasília? Fazem bueiros...

 

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